Que coisa… como a vida é cheia de surpresas impossíveis de prever. Entre milhares de garotos por aí, entre milhões de possibilidades, meu namorado teve que nascer de um jeito tão raro que até hoje me assombra pensar nisso. Ele nasceu hemafrodita, mas não de forma “simples” ou superficial: o corpo dele é uma mistura complexa de características masculinas e femininas. Ele tem genitalia masculina visível, mas internamente também possui órgãos femininos — ovários, útero, tudo o que biologicamente permite gerar um bebê. É estranho, é fascinante, é quase inacreditável. Parece que o mundo insiste em nos ensinar que apenas mulheres cis podem ter filhos… e, no entanto, aqui está ele, provando que a biologia não é tão simples quanto nos contaram.
E agora estamos aqui, três meses depois de descobrirmos, e ele está grávido. Ele tem apenas 17 anos. Antes que alguém questione, preciso esclarecer: nós realmente não tínhamos ideia de que algo assim poderia acontecer. Nunca passou pela nossa cabeça que ele pudesse engravidar. Ele mesmo nem sabia direito o que significava ser hemafrodita; só percebia que seu corpo era… diferente. Diferente, mas não menos real. Diferente, mas capaz de criar vida ainda mais duas