Ok, bem, paciência (e agradecimentos) para aqueles que lêem meus desabafos diários aqui, é incrível que os avisos de um aplicativo para ler seja um porta-voz invisível de meus desastres diários para "pessoas" desconhecidas ("pessoas" porque ninguém lê, e é bem melhor assim).
Entrar em um relacionamento era a última coisa que eu esperava de meta para esse ano, quero dizer, sou ansioso, planejo tudo que vou fazer semanas antes - e o que eu planejava definitivamente não era receber uma declaração recíproca e acabar namorando -. É muito complexo, não tenho 0,01 % de conhecimentos sobre sentimentos, literalmente, tudo o que sei sobre esse assunto é o que eu li em fanfic. E isso me rendeu bons momentos tendo crises de identidade, e bem, surtando no geral (nada que eu já não passe, mas achei que já estava noivo da ciência).
E não é só isso que tem me impressionado como uma pessoa totalmente azarada. Tem o fato de eu ter virado tema para a feira de ciências, que eu ainda pude escolher o que uma outra turma iria falar. Em poucas palavras, virei praticamente um professor de Radioastronomia para uma turma do mesmo ano que eu, nisso percebi que nunca vou querer ser professor na vida. Mas o mais complicado está sendo a maquete funcional de um radiotelescópio (de onde eles acham que vou tirar 160 reais?).
Ás vezes fico só chocado, como naquela prova que você chutou mais do que o Pelé e gabaritou (tipo, o quê?). Com isso quero insinuar o IAAC (International Astronomy and Astrophysics Competition), eu passei na qualificação. E estou chocado, não quero me gabar nem nada, mas era muito difícil, para mim eu não dava nem para o cheiro! Não competindo com um bonde de universitários cansados da vida, e eu, o menos preparado, o que tem o raciocínio lógico de uma banana, acertando questões universitárias astronômicas e sendo qualificado para o Pre-Final Round (é cômico demais para ser real).
Mamãe diz que sou modesto, papai acha que sou um gênio encubado, e eu acho que sou um inútil.