“E antes de se afastarem do abraço, ela com todas as palavras que ficaram presas por tantos meses, disse:
- Sabe o que me deixa mais angustiada? É que agora eu sei que mesmo depois de tudo, sou eu que continuo nos seus pensamentos, preenchendo todo o seu coração com todas as nossas memórias, sou eu quem desperta aquele Cauanzin. Eu continuo sendo sua princesinha, o amor da sua vida, sua gatinha... Agora, neste instante, eu te tenho só para mim - ela acaricia a bochecha dele - mas não posso te ter por completo e nem você. Não sei quando vamos nos ver novamente, nem sei se o destino vai continuar nos encontrando em lugares aleatórios. Mas espero que quando a gente se reencontrar, você possa me pedir em casamento como sempre sonhou. Não importa o quanto demore, durante esse tempo eu vou estar ocupada realizando meus sonhos e conquistando minhas coisas e espero que você esteja fazendo o mesmo. Eu quero estar bem mentalmente, financeiramente e sem nenhum famíliar que me proíba de ser sua. Quando isso acontecer, eu quero te encontrar, nem que seja em uma esquina qualquer, quero te beijar até te deixar sem fôlego, quero sentir seu cheiro, quero amar você até os últimos dias da minha vida.
Ela falava aquelas palavras que estavam presas, com a voz chorosa e os olhos cheio de lágrimas olhando para ele. Aquele rapaz que a encantou desde o dia que ela reparou nas suas presinhas. Eles não sabiam quando iriam se ver novamente, aquela formatura seria a última vez. Eles se amavam, se desejavam, desejavam pelo dia que poderiam, finalmente, estarem juntos como um casal.
Antes de se despedirem, Cauan a beijou, beijou com intensidade, com todo o amor que sentia por ela e ela - com toda certeza - retribuiu da mesma forma. Eles só não sabiam que teriam que esperar uns anos para - finalmente - viverem aquele amor que sentiam um pelo outro.”