Digníssimos leitores de Elsie.
Em nome das letras e dos vínculos que unem ficção e realidade, declaro perante este mural que empreguei todos os ardis da retórica e da persuasão para dissuadir a vossa autora de consumar o desígnio que ora se aproxima. Contudo, sua pena, soberana e irredutível, decidiu traçar rumos que não pouparão corações de carne e de papel.
Assim como outrora se dividiram mares e continentes por cláusulas solenes, também aqui se firma um pacto: que os leitores estejam advertidos de que a tormenta narrativa virá, e que sua intensidade não poderá ser contida.
Eu, testemunha impotente, registrei minha oposição, mas a sentença já foi lavrada na tinta da imaginação.
Preparem-se, pois o feito será consumado, e dele restará apenas a memória de que alguém tentou, em vão, impedir a ruptura dos afetos.