O preconceito sufoca, tira o sangue, mata talentos e pessoas.
O preconceito de quem deveria te amar dói mais do que tudo nesse mundo, a forma como te olham, como se você fosse algo de que se deve sentir nojo, raiva, repulsa...
Infelizmente, não tenho como mudar quem eu sou. E, mais infelizmente ainda, não tenho como mudar você. E dói saber que, apesar de eu te amar infinitamente, nunca sentirás o mesmo amor por mim. Aquele amor incondicional que você sempre disse sentir, é seletivo para o que você acha que é o certo. Para a versão do mim que você criou e quer que crie raízes.
Mas, dessa vez, não vou me afastar daquilo que eu amo fazer e do que me faz ser eu. Se fizer isso, não haverá como fugir da última estação. E, pela primeira vez, prefiro te ver sangrar e gritar com o ódio direcionado a mim do que me anular e morrer lentamente aqui dentro enquanto finjo ser a perfeição.
É, acabou...