Todo final de ano é a mesma coisa: sentimento de nostalgia, arrependimento pelas decisões erradas tomadas ao longo do ano que vai se esvaindo, medo de ter perdido oportunidades, o grande “ e se” pairando sob o ar o tempo todo. Dificilmente nos sentimos orgulhosos ou contentes com nossos feitos, mas eles estão lá, temos que nos forçar para enxergá-los para que possamos entender o porquê de as coisas terem sido do jeito que foram. Eu gosto dessa sensação passageira de excitação e nervosismo para o ano que está por vir. Essa ideia de que magicamente o calendário muda e todas as portas estarão abertas, tudo jogado nas mãos do destino, do acaso, do possível melhor ano de nossas vidas. Esse ano me trouxe muito aprendizado e me fez perceber que as portas não estarão abertas desse jeito, a não ser que eu puxe a maçaneta. Só você pode abrir as portas da sua vida, tudo depende do quanto você está disposto a lutar e qual é o mais alto que quer atingir. Infelizmente, não sou totalmente descrente, acredito que o destino nos ajuda, sempre colocando a porta na nossa frente, mas aí sim, depende totalmente de você e da sua percepção daquela oportunidade para abrir a porta e vivenciar o que há por detrás dela. Contudo, nem sempre é fácil, afinal, não vivemos sozinhos no mundo, estamos cercados de outras pessoas que têm outras portas para serem abertas, ou querem a mesma que você, então não é como se tudo dependesse única e exclusivamente da sua força de vontade. Eu sei disso agora. E também sei que certas coisas são suas, da sua personalidade e essência, e talvez por isso todo ano muda e você não consegue mudar certas coisas, então o melhor é apenas aceitar e aprender a se amar. Amar o que você é, mas sem desistir de tentar atingir o máximo que você consegue em todos os sentidos. Certas portas não possuem maçaneta, não importa o quanto você force e a empurre. Mas outras estão apenas esperando você batalhar o suficiente para enxergá-las.