@kirivielias: Amiga, desistir do seu livro não é cansaço comum, é cansaço de quem se importa. Só pensa em desistir quem colocou alma demais nas páginas. Quem não liga, simplesmente abandona sem dor. E olha… você tá sentindo, então já dá pra ver que esse livro importa.
Vai ter dia em que as palavras somem, a história parece boba, os personagens ficam mudos e a cabeça grita: “pra que isso?”. Normal. Absolutamente normal. Todo livro passa por essa fase chata, ingrata e meio cruel. É tipo quando a gente quer largar tudo e virar uma pessoa misteriosa que some do mapa — vontade não falta, mas não é o final da história.
Seu livro não precisa ser perfeito agora. Ele só precisa existir. Livro bom não nasce pronto, nasce bagunçado, torto, cheio de dúvidas… e vai sendo lapidado aos poucos. Escritor não é quem nunca pensa em desistir. Escritor é quem pensa em desistir e mesmo assim escreve mais um parágrafo.
E deixa eu ser bem direta (porque sou dessas):
se você desistir agora, você nunca vai saber quem você poderia ter sido por causa desse livro. E isso dói bem mais do que continuar cansada.
Então não joga fora. Não fecha. Não se abandona junto com a história.
Escreve mal hoje, escreve pouco amanhã, escreve torto depois. Mas escreve.
Porque esse livro carrega uma versão sua que merece chegar ao fim — nem que seja só pra provar pra você mesma que você consegue.
Vai. Continua.
O mundo já tem gente demais que desiste dos próprios sonhos.
Seja a teimosa que termina.