toda vez que eu vou pensar em algo sobre getaway car fico um pouco indecisa sobre como explorar a história do Charles ali, porque é um pouco — muito — pesada e, ao mesmo tempo em que quero que fique claro que alguns comportamentos dele são decorrentes de um passado muito traumático, também me encontro com certo medo de cair em uma narrativa romantizada.
escrever ele nesta história está sendo um dos maiores desafios em que já me coloquei como escritora porque sei que uma narração com pequenos detalhes faz toda diferença entre escrever o sofrimento pelo qual ele passou com verdade, mostrando como foi brutal mas também de forma ética e humana, sem romantizar o que não deve ser romantizado.
enfim, desculpem pelo desabafo mas este tema é realmente algo que me deixa reflexiva e um pouco angustiada.