Acabei de fechar as páginas de Torto Arado, do Itamar Vieira Junior, e ainda estou tentando processar a força dessa leitura. Foi o livro que li mais rápido na vida: foram apenas 6 horas de leitura no total, uma média de 2 horas por noite em apenas três dias. Eu simplesmente não conseguia largar!
O que mais me fascinou foi a escrita polifônica. O autor divide a obra em três atos: a visão de Bibiana, a trajetória silenciosa e resiliente de Belonísia e, por fim, a voz de Santa Rita Pescadeira.
A história da Belonísia, em especial, me tocou profundamente. Existe aquele mito popular de que "homem que é homem não chora", mas vou dizer a vocês: é impossível não se emocionar com a trajetória dela. Ver como ela lida com o trauma, a vida com Tobias e a sua conexão com a terra derruba qualquer armadura.
A entrada da entidade no final amarra tudo, mostrando o simbolismo da faca como um marco de violência que atravessa gerações — desde os navios negreiros até o Brasil atual, que parece ter parado no tempo. É uma narrativa que corrói a alma.
Favorito da vida!
OBRIGADO ESCOLA POR ME FAZER TIRAR ESSE LIVRO DA ESTANTE. OBRIGADO PROFESSORA POR ME FAZER LER.