Ao olhar para o papel, ela via diversas alternativas.
Qual delas seria a certa?
Ao olhar ao seu redor, ela via diversas pessoas.
Qual delas seria a certa?
Ela não sabia.
Não havia estudado.
Ela não tinha conhecimento daquilo.
Ela poderia fazer "uni-du-ni-tê" na prova,
E tirar um 10 ou um 0.
De que importaria?
Ela poderia recuperar.
Ela não poderia fazer "uni-du-ni-tê" com as pessoas,
E se fosse a pessoa errada?
Ela não poderia voltar atrás...
Acontece que ela nunca sorteava as pessoas ou questões, ela as analisava
Mas sempre errava.
O que se faria com alguém como ela?
Sumia?
Iria embora?
Tentaria recuperar?
Recuperar algo impossível?
Impossível?
Nada é impossível, certo dia ela ouviu.
Ela acreditava nisso.
Por anos.
Ela se baseava em coisas irreais.
Ela acreditava no amor;
Ela nunca o tinha presenciado.
Mas acreditava,
Porque no universo dela, ela havia visto de longe.
E, se acontecia com personagens irreais, aconteceria com ela, certo?
É óbvio!
Ela acreditava que teria uma vida interessante,
Para se recordar.
No seu universo, ela conhecia muitos nomes importantes e inesquecíveis;
O dela seria também, não?
Sim!
Ela acreditava no impossível, até se estilhaçar por inteiro, e não acreditar em nada mais...