Olá, meus anjos. Isso não é um aviso, um alerta ou algo que precisam saber para continuar lendo alguma das minhas histórias, é um desabafo e um agradecimento.
Hoje é o segundo dia em que eu sei que meus pais estão se divorciando. É o segundo dia em que tenho ciência de que meu pai não está nem perto de ser quem eu pensei que fosse. Ele não morreu, está saudável e bem há alguns quilômetros de mim agora. Ele não machucou ninguém fisicamente, mas é como se tivesse cortado meu pescoço.
Há um bolo na minha garganta, pressionando minhas cordas vocais e impedindo que minha voz saia, também estou tremendo enquanto escrevo isso. Isso é o mais perto que consigo chegar de descrever como me sinto mal. Nada parece real ainda, é como um sonho infeliz do qual não consigo acordar. Dizer que é assustador é elogio.
Mesmo assim, tem uma coisa me sustentando: vocês. Antes de começar a escrever, eu não era viva, não tinha algo para fazer que me fizesse sentir realmente importante. Eu era só... eu, de certa forma, mas era insegura e não tinha nem metade do brilho que tenho hoje.
Eu não gostava de mim. Sabe quando você olha no espelho e vê tudo, menos você mesmo? Era assim que eu me sentia todos os dias, até que algo mudou. No 7° ano, eu ganhei meu notebook e, como se fosse predestinado, escrevi minhas primeiras linhas. Meu Deus, eu não sei como eu vivia naquela época.
Quando eu tomei coragem e postei minha primeira história, "Meu", nada tinha mudado ainda. Então, o primeiro comentário veio e uma nova luz se acendeu dentro de mim. Agora, eu tinha um dom, uma função. Já se passaram quase 4 anos e essa luz ainda está acesa.
Cada comentário, cada elogio sobre minha escrita é como um abraço que recebo no fundo do meu coração. Obrigada por serem meus companheiros e amigos. Não sei se aguentaria estar de pé hoje, lutando por uma boa vida, se não fosse por vocês.
Não tenho palavras para agradecê-los, espero poder retribuir o que vocês fizeram por mim um dia, mesmo que para outras pessoas.