Aqui está a versão ficcional da canção inspirada em Warabe Uta, escrita como se fosse a música que Miyuki canta nesse primeiro capítulo — uma melodia antiga, etérea, que parece nascer do vento e morrer com o último raio da lua.
O tom é poético e simbólico, refletindo a ideia do ciclo da vida, da efemeridade e da beleza que existe no instante antes do fim:
“Canção do Rio Adormecido”
(A música de Miyuki)
Dorme, pequeno rio,
dorme sob o véu da lua,
que a noite te embale em seus braços
e o vento te leve à rua das estrelas.
Nasce a flor, depois se vai,
como a neve sobre o telhado.
Tudo o que vive há de partir,
mas o amor… o amor permanece calado.
Quando o sol tocar teu rosto,
acorda leve, sem medo,
porque até a água que some no chão
volta um dia ao mesmo leito.
Dorme, pequeno rio,
até o amanhã florescer.
Que teus sonhos guardem a lua,
até o sol te renascer.