Queridas pessoas,
Iniciei a publicação oficial de “Medula” com as pontas dos dedos um tanto frias, haja vista a minha ausência prolongada — não somente neste espaço, mas do mundo da escrita ficcional. O processo da escrita me toca em locais bastante íntimos e, por isso, vejo-me excessivamente criteriosa com o que compartilho e com o que guardo apenas para meu deleite. Essa postura firme em relação à minha criação não me permite sentir pleno prazer no ato de mostrar; sempre nutro um profundo medo da rejeição ou da inevitável invisibilidade do meu trabalho.
Contudo, tenho me esforçado para sentir orgulho de minha nova criação, a qual venho gestando há praticamente dois anos. Decidi que era a hora de colocar esse escrito em algum lugar além de mim. Ainda não sei como lidar com a sensação de pequenez e silêncio desse processo; nem mesmo sei se essa história chegará a outras pessoas — e, se chegar, como ela será recebida? São questões que não sou capaz de responder neste momento.
De toda forma, se alguém — independentemente de quem — ler o meu texto, espero que aproveite e sinta algo sobre o que leu. Sem a pressão de que esse sentimento precise ser necessariamente bom. Apenas torço para que sintam algo genuíno através das palavras que escrevi com os meus próprios sentimentos.
Boa leitura de “Medula”!