Como é que eu falo de arte sem lembrar do teu olhar?
Se até as coisas mais bonitas me fazem te procurar.
Teu nome mora em versos que eu não consigo esquecer, feito tinta sobre a tela que o tempo não fez perder.
Você era dessas obras que ninguém consegue explicar, dessas que o mundo inteiro pararia pra admirar.
Eu não sabia naquele dia o que estava por nascer, mas alguma parte minha encontrou paz em te ver.
Existem pessoas que parecem um lugar, um abrigo contra a pressa, um motivo pra ficar.
E você tinha esse jeito, essa calma singular, de fazer qualquer momento ser um bom lugar.
Seu olhar desde o primeiro momento era tão familiar, E talvez tenha sido isso, o que nunca consegui dizer: você tinha gosto de casa, dessas que fazem querer ficar e viver.
Mas a vida muda rotas, faz caminhos se fechar ,e às vezes duas histórias não conseguem se encontrar.
E se o mundo é uma galeria onde cada alma deixa um traço, você foi a obra mais linda que já encontrei no meu espaço.
Porque algumas pessoas partem, mas nunca deixam de existir.
Viram poesia na memória, viram canção dentro de si.
Porque algumas pessoas partem, mas continuam a habitar os cômodos mais bonitos que encontrei no seu olhar