saturnooss

conservo, com inaudita discrição, uma afeição ignota;
          	sentimento de natureza etérea e inexprimível,
          	cuja essência permanece hermética e indiscernível.
          	Nas criptas do meu âmago, sob véus impenetráveis,
          	jaz um nome jamais proferido em sílabas audíveis;
          	nenhuma alma o conhece, nenhum olhar o perscruta,
          	pois a própria saudade, diante dela, se transmuta.
          	Oculto-a entre os meandros da memória taciturna,
          	como quem resguarda um relicário em vigília noturna;
          	e ainda que o destino persista em sua voragem,
          	não revelarei ao mundo tão inefável miragem.
          	Há em meus pensamentos um jardim de reminiscências,
          	onde florescem quimeras, suspiros e reminiscências;
          	e entre todas as constelações que meus olhos contemplaram,
          	há uma cuja existência os séculos nunca decifraram.
          	Ninguém sabe quem é, nem a sonoridade de seu nome;
          	ignoram sua existência, sua graça e seu cognome.
          	E assim permanecerá, por desígnios insondáveis,
          	em arcanos compartimentos de segredos imutáveis.
          	Pois amar em silêncio é um paradoxo sublime,
          	uma epifania discreta que o próprio tempo redime;
          	e se algum dia o universo indagar por quem suspiro,
          	sorrirei com placidez — e guardarei comigo o delírio.

saturnooss

conservo, com inaudita discrição, uma afeição ignota;
          sentimento de natureza etérea e inexprimível,
          cuja essência permanece hermética e indiscernível.
          Nas criptas do meu âmago, sob véus impenetráveis,
          jaz um nome jamais proferido em sílabas audíveis;
          nenhuma alma o conhece, nenhum olhar o perscruta,
          pois a própria saudade, diante dela, se transmuta.
          Oculto-a entre os meandros da memória taciturna,
          como quem resguarda um relicário em vigília noturna;
          e ainda que o destino persista em sua voragem,
          não revelarei ao mundo tão inefável miragem.
          Há em meus pensamentos um jardim de reminiscências,
          onde florescem quimeras, suspiros e reminiscências;
          e entre todas as constelações que meus olhos contemplaram,
          há uma cuja existência os séculos nunca decifraram.
          Ninguém sabe quem é, nem a sonoridade de seu nome;
          ignoram sua existência, sua graça e seu cognome.
          E assim permanecerá, por desígnios insondáveis,
          em arcanos compartimentos de segredos imutáveis.
          Pois amar em silêncio é um paradoxo sublime,
          uma epifania discreta que o próprio tempo redime;
          e se algum dia o universo indagar por quem suspiro,
          sorrirei com placidez — e guardarei comigo o delírio.