Para aqueles que carregam no peito uma fome insaciável por adrenalina, como se fosse o combustível que mantém a alma acesa. Procuram isso nos livros, desejando sentir na pele aquele turbilhão que faz o coração acelerar, o sangue correr mais rápido, os sentidos despertarem para algo maior. Mas quando isso finalmente se aproxima, quando a vida real traz a ameaça que tanto sonharam, muitos correm. Apenas os corajosos ficam. Apenas aqueles suficientemente quebrados para abraçar o caos e chamá-lo de lar.
É uma loucura gostar da tortura e da dor que vem embrulhada no prazer, só porque a mente está despedaçada e já não distingue onde termina a destruição e começa o êxtase. Esperamos, insensatos, por alguém que nos entregue o céu e o inferno ao mesmo tempo. Queimar e voar na mesma intensidade, sem perceber que, no fim, é sempre o fogo que consome as asas.
Mas de que adianta isso? No fundo, é o perigo que nos atrai, o abismo que nos chama. É aquele instante fugaz, quando a adrenalina explode nas veias e nos sentimos vivos de uma forma que nada mais consegue trazer. Tudo que é bom é fugaz, e talvez seja essa a ironia. Vivemos ansiando pelo mais, sabendo que o mais, um dia, nos devora.
- JoinedJanuary 7, 2024
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