Marcela Correia, Marcela Yildiz, cecela, minha vida, vih, vidinha, torcedora da ratazana, hoje é o dia em que eu tô aqui pra falar sobre uma das artes mais não convencionais que eu já pude admirar, os traços e rabiscos mais excêntricos que eu tentei compreender, mas, artes não convencionais não devem ser compreendidas, e sim completamente admiradas.
E eu te admiro, admiro sua força, porque você já passou por tanto, admiro seu jeito, tanto que você nem acredita que alguém poderia enxergar tanto brilho nos seus detalhes. Mas eu vejo, e eu sei. Sei que você é uma arte rara, dessas que ninguém entende à primeira vista, mas que, quando se permite olhar com o coração, percebe que ali existe uma grandiosidade única, um universo inteiro de sensibilidade, coragem e risadas que são tão suas.
Marcela, você é a minha metade. O Ney do meu Coutinho, o Yildiz do meu Güler. Minha conexão mais improvável e ao mesmo tempo a mais certeira, o passe perfeito na jogada mais maluca. Se a vida fosse um clássico, eu jogaria do seu lado em todas as temporadas, sem pensar duas vezes. Mesmo que você insista em torcer pro curintia e eu precise conviver com essa heresia, eu ainda escolheria você. Porque amizade verdadeira não se abala por camisa, nem por rivalidade. Se um dia eu te encontrar na arquibancada do outro lado, saiba que meu coração ainda vai bater no mesmo ritmo do seu, porque no fim das contas, a gente torce junto pro time que realmente importa: a nossa história.
E que história, viu? De lances improváveis, golaços nos momentos mais inesperados e até uns escorregões dignos de replay. Mas é assim que se joga a vida: errando, aprendendo, se reinventando. E você faz isso como ninguém. Já segurou tantas tempestades, já driblou tanta coisa, já levantou depois de tantas quedas, e ainda assim segue em campo com a mesma garra, a mesma luz, o mesmo coração gigante. E é por isso que eu te amo com toda a força do mundo.