Meu aniversário está perto e, de forma melancólica, me pego lendo o texto que um dia dedicou a mim. É estranho ler palavras tão íntimas e profundas serem citadas por alguém que nunca toquei, entretanto se entrelaçou em minha alma de forma avassaladora, gravando seu nome não só nela, mas também em meu coração.
Você sempre me dizia que não existia alguém mais melancólico que eu, que meus poemas eram trágicos, e, de certo modo, você sempre esteve certo. Hoje eu já não escrevo mais, não mergulho em minhas emoções e as transbordo em palavras como você me dizia admirar, não me aventuro pelos becos de minha mente para buscar algo que me faça, deliberadamente, gritar silenciosamente por palavras para descrever o que sinto.
Entretanto, sempre que penso em você, milhões de palavras me transbordam, apenas para, de alguma forma, novamente, me conectar a você. Prometi a mim mesmo nunca mais escrever para expressar meus sentimentos aos outros, porém, com você, sou e sempre serei um eterno poeta, melancólico, sensível, buscando por sua aprovação e procurando por seu sorriso nas entrelinhas de suas palavras. Sua falta faz morada em minha mente, coração e alma e, independente do tempo em que minha existência perdure, você sempre estará gravado em mim.
Você é a minha maior saudade.
De — Seu eterno poeta.
Para — Tete, minha estrela.