Dia 6 de agosto fiz um atendimento e a pessoa em questão me chamou de “doutora”. Foi a primeira vez que algo do tipo aconteceu e, por isso, acredito que não vou esquecer. É engraçado, porque ele não tinha obrigação nenhuma de me tratar com formalidade ou de imaginar que eu poderia ocupar um cargo importante — na verdade, sou a mais jovem no estágio e tenho apenas 18 anos.
Então me dou conta de que, para aquelas pessoas, nós significamos muito mais do que imaginamos. Na área da saúde, por exemplo, ouço muitos relatos de pacientes que não querem ser atendidos por estudantes. No Direito, graças a Deus, tenho lidado com muitas pessoas que simplesmente acreditam que eu, tão jovem, posso ajudá-las. Como na tarde em uma mulher chegou com alguns papéis na minha mesa e, de forma simples, mas exausta, disse: “Me ajuda.”
Eu frequentemente me questiono sobre qual é o caminho certo que devo seguir, mas, por enquanto, sei que estou em um lugar que me torna, a cada dia, mais humana. E, neste momento, isso é perfeitamente suficiente para mim.