Se você cresceu acreditando que podia ser artista, cedo ou tarde alguém tentou convencer você do contrário. Viver de arte significa enfrentar rejeições, incertezas e a constante sensação de que sonhar é um privilégio para poucos. Aos vinte e três anos, Evie Viturino Alexander aprendeu isso da pior forma.
Sufocada pelas contas atrasadas e pelo peso de uma realidade que não perdoa quem insiste nos próprios sonhos, ela não vê outra saída além de engolir o orgulho, arrumar as malas e voltar para Winnipeg, no Canadá. O problema é que voltar para casa também significa reencontrar o pai, um rígido treinador de hóquei de quem passou anos tentando se afastar depois da morte da mãe. A perda tornou doloroso encará-lo e, longe dali, Evie acreditava estar construindo a própria identidade. Afinal, ela era adulta... ou pelo menos pensava ser.
De volta ao gelo implacável de Winnipeg, seu parceiro de patinação artística torce o tornozelo, colocando em risco a única apresentação capaz de devolver sua independência.
É então que o destino, e seu pai, colocam um problema ainda maior em seu caminho: Trevor Boucher.
Ala-esquerda dos Winnipeg Blizzard e estrela do hóquei universitário, Trevor entende de impacto e velocidade, não de balé ou da delicadeza de uma coreografia em dupla. Ainda assim, por trás do sorriso fofo e irresistível, ele é o único disposto a calçar patins artísticos e ajudá-la a salvar sua apresentação.
Porque talvez crescer nem sempre signifique desistir dos próprios sonhos. E, às vezes, tudo o que você precisa é encontrar alguém que acredite neles antes mesmo de você.
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