——— Pare de fazer isso consigo mesma, porra!
——— Fazer isso comigo mesma? ——— Ela gritou, sua voz quebrada, vulnerável e amarga cavou algo em meu coração, e vi o pior em seus olhos.
Eu olhava para ela, mas o que olhava para mim de volta não era o olhar ingênuo e melancólico que ela sempre carregava, mas sim uma dor visceral e um vazio sem igual.
E pior era saber que esse olhar não era dirigido a mim, sua raiva e seu ódio não estavam dirigidos a mim, nunca a mim, mas a si mesma.
Operetta Allen nunca poderia realmente me odiar. Mas ela conseguia se odiar. A garota por quem estava apaixonado, a garota dos olhos verdes mais lindos, dos cabelos ondulados que me prendiam a atenção, dos lábios carnudos rosados que eu sonhei em beijar milhares de vezes, e dos óculos que a faziam ter a aparência de uma nerd gostosa, se odiava, e eu não sabia como ajudá-la, porque ela não me contava nada.
——— Você não entende! Você não entenderia!
——— Então me deixe te ajudar. ——— Eu me aproximei, estendendo uma mão a ela, mesmo sabendo que qualquer palavra errada faria ela se jogar daquele maldito penhasco. ——— Me deixe ser aquele que te ajude, me explique, me faça te entender, não faça isso consigo mesma, porque você não destrói apenas a si mesma, mas a mim também. Quando eu disse que te queria, estava dizendo isso pra valer, Operetta.
(Obs: Está seria uma história de Operetta Allen e Patrick Feely, leriam? Decidi postar um trecho porque gostei muito deste e queria saber se voces leriam *emoji chorando*)