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🥀Bruna Martins🥀

Médica: o estado do seu pai é muito grave, infelizmente eu não tenho muito o que fazer, ele precisa de tratamento mais avançado que um hospital público não pode lhe oferecer- fala e eu esfrego o rosto nervosa- desculpa, queria poder fazer alguma coisa para te ajudar- fala e eu confirmo com a cabeça.

Depois do um tempo o meu pai recebe a alta dele e fomos para casa, deixa eu me apresentar aqui e explicar tudo o que está acontecendo.

Bom, eu me chamo Bruna Martins, tenho 25 anos e moro com o meu pai no complexo do alemão. Meu pai está com 45 anos mas infelizmente a sua saúde não está das melhores, ele tem um tumor maligno no cérebro, descobrimos no mês passado e infelizmente já descobrimos tarde, meu paizinho está desacreditado, o médico só alguns meses de vida para ele, ontem ele teve convulsão e eu vim correndo com ele pro hospital... Meu pai está morrendo aos poucos e eu tô indo junto, minha mãe me abandou assim que nasci, meu pai foi para mim mãe e pai, eu realmente não sei o que fazer quando ele se for.

[...]

Eu: mas moça eu não tenho como pagar tudo isso no tratamento dele- falo olhando o valor absurdo do tratamento do meu pai, o valor mais barato é dez mil e setessentos mais os remédios, todo mês, eu não condições para isso, eu trabalho doze horas por dia e só ganho mil e quinhentos por mês
- desculpa, é o menor valor que temos- fala e eu confirmocom a cabeça
Eu: eu vou dar um jeito- falo e pego o papel colocando na pasta- obrigada- falo e saio de lá andando de volta para o morro.

Vou o caminho inteiro pensando em como conseguir todo esse dinheiro todo mês, eu não tenho condições mas estamos falando de vida do meu pai, eu sei que o caso dele não tem solução mas eu quero que ele viva com dignidade pelo menos. Seco o meu rosto e subo direto para a minha casa, entro trancando a porta e subo direto pro quarto do meu pai vendo ele dormindo tranquilinho, vou pro meu quarto e guardo a minha pasta no guarda-roupa e me jogo na cama afundando a cara no travesseiro para abafar o choro.

[...]

Eu: eu estou a ponto de ficar doida Maya, dez por mês eu vou arranjar na onde?- pergunto passando a mão no cabelo nervosa
Maya: calma meu amor, vai dar tudo certo, tu vai ver- fala e seco as minhas lágrimas quando alguns povos da boca entram no bar, junto com eles os chefes e a patroa
Eu: o que vão querer?- pergunto me aproximando ns mesa deles
Lobão: um litrão de Skol e um porção de calabresa- fala e eu vou lá buscar o litrão e peço para a Maya ir levar para mim enquanto eu vou preparar a porção
Maya: mas o que tu tá pensando fazer?- pergunta e eu dou de ombros
Eu: amanhã eu vou no banco ver quanto eu tenho na conta e o resto eu sei lá, dou o meu jeito- falo e ela confirma com a
Maya: eu tenho as minhas economias mana, se tu precisar eu posso te emprestar- fala e eu sorrio para ela
Eu: obrigada amiga, de verdade, obrigada mesmo- falo cortando a calabresa
Maya: aproveita que tu é gostosa e vai trabalhar no barracão, certeza que vai fazer sucesso- fala e eu dou risada da cara dela
Eu: idiota- falo e ela sorri
Maya: pelo menos te arranquei um sorriso- fala e eu sorrio jogando a calabresa na panela
Eu: você não existe Maya- falo e ela sorri vindo me abraçar toda bonitinha.

Ela me solta e eu vou preparar a calabresa, quando eu termino eu coloco no prato e vou levar praesa, deixo o prato lá e volto para trás do balcão aonde a Maya me espera.

Maya: ta sendo difícil para você né mana?- pergunta e eu confirmocom a cabeça
Eu: muito amiga, muito- falo e esfrego o meu rosto
Urso: me vê uma pururuca ae- fala e eu levanto pegando o salgadinho e entrego para ele que volta para a mesa
Maya: esse Urso é uma graça né?!- fala e eu dou risada
Eu: aquieta o fogo Maya, pelo amor de Deus- falo e ela da risada
Maya: deixa eu fazer nada também- fala e eu dou risada, um moleque entra no bar correndo chamando a atenção de geral e vem correndo na minha direção
- tia, o seu pai tá no hospital, Minh mãe achou ele caído na rua- fala e eu olho para a Maya desesperada
Eu: segura aí para mim Maya- falo e saio correndo do bar com o meu celular no mão.

Entro no hospital e ja vejo a doutora Fabiana com uma prancheta na mão, vou correndo até ela e ela me olha com um olhar de pena.

Dra. Fabiana: seu pai foi transferido para um hospital particular Bruna, não temos como receber ele aqui- fala e eu esfrego o rosto nervosa, ela me passa o endereço do hospital e eu guardo o papel no bolso
Eu: obrigada doutora- falo e subo correndo para o bar, entro correndo e ja vou para trás do balcão prendendo o meu cabelo num coque todo desleixado
Maya: eai mana, o tio Marcos está bem?- pergunta e eu nego com a cabeça pegando a minha bolsa
Eu: mandaram ele pro hospital particular que eu te falei, um hospital não tem condições de cuidar do caso dele- falo e ela confirma com a cabeça
Maya: vai me mandando mensagem- fala enquanto eu chamo um Uber
Eu: pode deixar mana, obrigada pela força aqui, amanhã eu te dou o dinheiro- falo e ele nega com a cabeça
Maya: preciso pagar nada não carai, família é para isso porra- fala e eu sorrio para ela
Eu: valeu aí mama- falo e saio do bar correndo, sinto uma mão segurando o meu braço e olho para trás vendo o Urso me olhando atento
Urso: tu é cria do tio da doze né?! Bora que eu deixo no pé do morro- fala e me puxa para a moto dele, ele monta na moto e eu monto na garupa, ele sai acelerado para a entrada do favela e o tempo da gente chegar lá foi o tempo do Uber chegar também
Eu: obrigada chefe- falo e entro no carro desesperada.

Amante de Vagabundo (DEGUSTAÇÃO)Onde histórias criam vida. Descubra agora