Lettre onze.

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Caro Amigo,

Ontem foi sábado, acabei por ficar em casa o dia todo. Eu e meu gato. Apesar de toda a destruição que ele causa, é uma boa companhia.

De qualquer forma eu estava um pouco inquieto aquela tarde. Até mesmo liguei para alguns amigos para saber se estavam ocupados e gostariam de fazer alguma coisa, mas estranhamente todos estavam ocupados com qualquer coisa.

Lá pelo final da tarde eu resolvi que seria bom dar uma volta com Dusty, meu gato. O final da tarde estava agradável, acho que nunca lhe disse, mas as cores do céu ao entardecer são as minhas preferidas.

Nunca comentei com você, mas eu normalmente sou uma pessoa bem distraída. Talvez eu tenha passado por aquele banco umas três vezes no mínimo e não ter o visto ali, encolhido e com as mãos cobrindo o rosto. Ele chorava.

Talvez ele quisesse ficar sozinho, mas eu não pensei muito nisso na hora.

Louis só percebeu que eu estava ao seu lado quando toquei em seu ombro. Ele se assustou e limpou o rosto com as costas das mãos. O vermelho manchando os azuis cintilante pelas lágrimas. Ele sorriu.

“Oi Harry.” Eu devolvi o meio sorriso. Em meu colo Dusty miou para Louis que sorriu acariciando seu pelo curto.

“Você está bem?” Perguntei baixo, não conseguindo esconder minha preocupação. Louis me olhou e apenas sorriu mais uma vez balançando a cabeça em afirmativa.

Eu obviamente não acreditei. Mas não tive tempo de insistir, pois Louis desviou o assunto para qualquer outra coisa.

Nós passamos muito tempo conversando, Louis não me disse o que havia acontecido e eu o deixei manter seu espaço. No começo da noite nós fomos tomar sorvete e depois eu o levei para casa.

Eu acho que agora somos amigos.

Com Amor,

Harry.

Dear FriendOnde histórias criam vida. Descubra agora