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Hoje vou me mudar de casa.

Para uma nova cidade e estou ansioso, sempre me adaptei bem a novas mudanças então não é um grande problema para mim.

Estava dormindo no carro mas sinto alguém me balançar.

─ Boo? acorde meu amor, já chegamos na casa nova. ─ É minha mãe.

─ Não quero mãe, me deixe dormir mais um pouquinho. ─ Falo cansado.

─ Venha conhecer seus vizinhos, eles estão aqui, daqui a pouco você entra para dormir, o que acha?

─ Mãe... ─ Choramingo.

─ E se eu te der um docinho?

─ Sim! sim! por favor! ─ Me sento no banco do carro no mesmo instante, ela faz movimento com a mão indicando para mim sair do carro, faço isso e minha mãe estende a mão me entregando um docinho.

Olho para minha mão e era uma paçoca.... puff nem gosto tanto desse doce, apenas bufo decepcionado e vou cumprimentar os vizinhos.

Uma mulher bonita provavelmente da idade da minha mãe, um homem falando com meu pai e uma garota provavelmente com a idade próxima das minhas irmãs.

Depois de cumprimentá-los ouvi alguém perguntar onde estava um tal de Harry, a mulher que é minha vizinha disse que iria olhar no quintal, mas como a conversa de adultos estava boa minha mãe perguntou se eu poderia ir procurar no quintal, a moça aceitou então pelo menos posso sair da conversa chata de "como seu menino é lindo!" "ele e Harry vão se dar bem".

Corro até lá e quando me aproximo mais vejo um garotinho com o rosto enterrado em seus joelhos, ele fungava baixo e dava soluços.

Estava chorando.

Eu odeio ver as pessoas chorarem e eu só quero ajudar se alguém chora.

Me aproximo dele.

─ Oi, ta tudo bem?

Logo o menino levanta o rosto.

Me encara por um tempo.

─ Oi? ─ Falo.

─ Quem é você e por que 'ta aqui?

─ Sua mãe me pediu para vir aqui procurar você.

─ Você pode não contar? ─ Ele sussurra.

─ Contar o que?

─ Que eu estava chorando. ─ Fala cabisbaixo.

─ Claro!

─ Promete? ─ Ele estende o mindinho e eu sorrio um pouquinho.

─ Prometo. ─ Entrelaço o mindinho com o dele.

─ Por que você estava chorando? ─ Pergunto curioso.

─ Não é nada.

─ Quem nada é peixe.

─ Eu não sei se posso falar...

─ Tudo bem.

Ficamos em silêncio por um tempo.

─ Somos amigos agora? ─ O garotinho de cabelos cacheados me pergunta.

─ Amigos?

─ Sim.

─ Uhn, eu vou pensar. ─ Estendo a mão para ele e damos um aperto de mão. ─ Qual seu nome?

─ É Harry.

─ Uh então era você mesmo que estavam procurando, o meu é Louis.

─ Prazer Louis. ─ Fala puxando o S no final e eu apenas dou risada e explico o jeito certo.

Until the end - l.sOnde histórias criam vida. Descubra agora