dos hormônios à paciência

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Marinette acordou e foi direto para o banheiro. Estava muito enjoada e com uma extrema vontade de vomitar. Havia comido burritos e sorvete na noite passada — um desejo estranho de gravidez —. Adrien saiu 10 horas da noite para comprar isso para ela. Afinal, a esposa estava no seu quarto mês de gravidez e tudo o que ela pedisse ele faria.

A mestiça levantou as duas tampas do vaso e segurou o cabelo para não sujá-lo. Com o refluxo, deixou que o líquido aguado subisse pelo seu esôfago e caísse no vaso. Vomitou outra vez, até se estabilizar. Deu descarga, sentindo o gosto ruim na sua boca. Pensou logo em escovar os dentes e não dormir mais, apesar do despertador ainda não ter tocado.

Fez xixi, antes de ir até a pia fazer sua higiene bucal. A vontade de urinar também havia aumentado. Usava o banheiro de minuto em minuto. Fez até exame de diabetes, com medo de ter adquirido, mas estava tudo certo. Tudo era apenas sintomas e consequências da gravidez. Também tinha a parte dela estar mais sonolenta que o normal. Já chegou a dormir do nada na cadeira do escritório e nem se dar conta.

— Já acordou, amor? — perguntou Adrien, aparecendo na porta do quarto, em frente ao banheiro. Ela assentiu, colocando a escova no armarinho da parede. — Quer que eu faça o seu café da manhã?

— Não... Agora, eu tô enjoada... — Fez uma careta sôfrega.

— Ahh... Amor... — Adrien foi até ela e a abraçou. — Quer ficar em casa hoje?

— Não! Lembra que marcamos a ultrassonografia pra depois do almoço?

— É verdade... Já avisou aos seus pais? Eles disseram que queriam estar lá.

— Já — respondeu, continuando abraçada ao marido. Os hormônios a deixavam carente do nada, assim como estressada às vezes, e sempre era sem motivo preciso. — Eu queria voltar a dormir, mas não consigo.

— O que acha de assistir alguma coisa na TV, enquanto eu preparo algo leve pra você comer? Ou, pelo menos, um suco.

— Tá! Só um copo...

Adrien sorriu, usando a mão que estava nas costas dela para guiá-la pelo corredor. Marinette ainda não estava com uma barriga grande. Então, não tinha tanta dificuldade para andar. Mas os hormônios e o trabalho a deixavam extremamente cansada e sonolenta. Principalmente, de manhã.

Deitou no sofá e ligou a televisão. O loiro foi até a cozinha preparar o suco. Enquanto deixava a polpa bater com água no liquidificador, foi escovar os dentes e voltou para preparar algo para comer. Alimentou o hamster e chamou Marinette, que cochilava no sofá, para tomar café com ele. Não se surpreendeu quando ela comeu mais que ele, mesmo depois dela dizer não estar com fome. Quase sempre era assim e ele achava aquilo muito engraçado e fofo.

A mestiça tomou banho primeiro e foi se vestir, enquanto o marido adentrava o banheiro. Marinette procurou alguma roupa que coubesse nela, o que já estava ficando difícil com a sua pancinha de 4 meses. Colocou uma calça preta de lycra e uma blusa rosa solta, além de um blazer branco, devido ao frio. Anotou em sua mente que precisava passar numa loja para comprar roupas de gestantes. As dela não estavam cabendo mais.

Adrien apareceu no quarto, quando ela estava amarrando o cabelo na penteadeira. Chegou por trás e a deu um beijo na bochecha. Marinette sorriu, sentindo a água do rosto molhado dele, na sua pele. O loiro passou desodorante e foi até o closet para buscar um terno. Pegou uma camisa lilás e a vestiu, deixando-a aberta, enquanto procurava as outras peças. Estava com pressa e precisava se vestir rápido. Tirou a toalha e a deixou sobre um banco que havia ali. Terminou de se vestir, antes de ir até a azulada, que se maquiava no quarto.

Ela o olhou, já sabendo o que ele queria. Levantou sorrindo e foi até ele, para fazer o nó na gravata. Adrien ajeitou a postura, abaixando os olhos para fitar a mestiça, enquanto ela dava as voltas no pano. Podia sentir o cheiro do perfume da mesma e o toque preciso dela sobre a peça.

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