002. Rastreadores

342 26 10
                                        


Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.


Aos poucos senti o garoto se levantar e me levantar nos braços. Enquanto ele caminhava, me permiti relaxar, confiando no calor e proteção de seu abraço. Logo, fui largada sobre algo macio, provavelmente minha cama, porém não abri os olhos para descobrir. Senti sua respiração quente próxima ao meu rosto e um pequeno beijo ser depositado em minha cabeça.

– Eu sei que ainda está acordada. - o moreno sussurrou ainda próximo a mim.

– Então por que me trouxe até aqui? - respondi ainda de olhos fechados.

Não recebo uma resposta completa, apenas uma risada baixa, quase como uma respiração divertida.

– Boa noite, ursinha... - não pude evitar sorrir com a fala do garoto, pois fazia anos que não utilizamos estes apelidos.

– Boa noite, geniozinho. - respondo fazendo o garoto sorrir e se retirar em silêncio.

Sempre fui uma pessoa fechada, reservada e com poucos amigos. Porém quando éramos mais novos, isso era um problema maior, pois não havia feito nenhum amigo. Pensando nisso, Mama Isabella me presenteou com um ursinho, Sr. Balu, para não me sentir solitária. Com o decorrer dos anos, me aproximei aos poucos das crianças da minha idade, principalmente de Ray, mas sei deixar o ursinho.

Um dia, eu e o garoto fomos juntos à biblioteca. Estava lendo um livro sobre relações de amizade que dizia que, quando gostamos de alguém, normalmente damos apelidos para essa pessoa.

– Aqui está dizendo que quando a gente gosta de alguém, dá um apelido para ela. Por isso, vou te chamar de... Geniozinho, porque você é um gênio e é bem pequenininho. – digo após refletir um pouco sobre o assunto.

Achei um apelido perfeito, já que o garoto, além de ser mais baixo do que eu, era realmente um gênio.

– Então eu vou te chamar de ursinha, porque você sempre está com seu ursinho de pelúcia! E um dia, eu vou ser mais alto que você, então você vai ser bem pequenininha! - o pequeno garoto respondeu dando risada.

Quando acordei na manhã seguinte, Emma ainda estava profundamente assustada, então fomos falar com ela. Encontramos a garota sentada sozinha, apertando a pelúcia de coelho entre os dedos. Seus olhos vermelhos e pesados, entregavam sua falta de sono na noite anterior e suas lágrimas. Não deixei de notar

suas mãos trêmulas que ressaltam seu medo.

– Emma, precisamos agir normalmente. Nós quebramos as regras, mas não podemos deixar que eles percebam que sabemos de algo. Se mostrarmos medo ou suspeita, eles vão saber. - Norman começou dizendo com uma voz baixa.

– Emma, temos que ser fortes. Precisamos agir como se tudo estivesse bem. Não sabemos o que pode acontecer se descobrirem que sabemos demais. - complementei pondo minha mão sobre o ombro da loira numa pequena tentativa de acalmá-la.

A 23194  [the promised neverland]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora