Chapter 4

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Os quatro casacos que estou vestida não são o bastante para me proteger dos 3° graus que fazem nessa tarde em Enstone, Inglaterra

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Os quatro casacos que estou vestida não são o bastante para me proteger dos 3° graus que fazem nessa tarde em Enstone, Inglaterra. Estou no QG da Renault e o lado de dentro é ainda mais frio que o lado de fora.

Termino o meu terceiro copo de café enquanto escuto Cyril Abiteboul e a equipe de engenheiros conversarem. Já revimos todas as corridas, muitas e muitas vezes. Anotamos pontos que podem ser analisados, melhorias que podem ser feitas e colhemos relato sobre o desempenho do carro na pista. Esteban Ocon tenta dar o máximo de detalhes possíveis, mas não é o suficiente. Falta o outro piloto, sem ele o nosso trabalho é incompleto.

— Que dia o Daniel chega, srta. Orlandi? – Cyril me pergunta e a atenção de todos se volta para mim, sentada em uma das pontas mais afastadas da mesa de reunião.

A verdade é que eu não tenho uma resposta para a pergunta de Abiteboul. Não desde que Daniel resolveu parar de me responder e, considerando o fuso horário, hoje faz cinco dias. Os planos no Bahrain eram sair de lá na segunda-feira e vim para Oxfordshire, mas me surpreendi quando acordei na manhã seguinte ao desastroso jantar e recebi a notícia de que ele tinha partido para a Austrália de madrugada, em um jatinho particular. Acompanhado de Max, Isla e Michael, seu personal.

Eu ainda não tinha me decidido como eu me sentia em relação a tudo. Uma parte de mim estava com raiva por ele ter partido sem mim, por ele ter preferido se afastar do que conversar. Isso explica as mensagens raivosas que enviei e que foram devidamente ignoradas. Eu também estava com raiva de Charles, em partes, a culpa era dele. Depois que Daniel apareceu na porta do banheiro e perguntou se estava atrapalhando, o monegasco fez o favor de dizer que sim, em um tom cínico e debochado. E depois, completou com um:

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