Capítulo 3

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POV: Ricardo

Eu sou gay, eu finalmente disse isso em voz alta, isso é tão doído para mim, em parte eu me sinto como se tivesse tirado um peso das minhas costas, eu não tenho que me enganar mais, eu posso ser verdadeiro comigo mesmo, e a verdade é que eu gosto de homem. Mas como eu vou contar isso para os meus pais, e para Luís? Um passo de cada vez, primeiro eu quero ter experiências, finalmente sinto que posso ser verdadeiramente feliz, posso encontrar alguém que me ame e que me ame de volta, finalmente posso esquecer Luís.

Eu estou andando um pouco pelo bairro, depois do que aconteceu na casa de Mariana eu precisava respirar um pouco, faz uns 40 minutos que estou passeando pelas ruas imerso em meus próprios pensamentos, quando vejo uma agitação em frente a uma boate, quando chego mais perto vou até o segurança para saber o que era aquele lugar.

“Com licença, senhor.” - eu o abordo 

“Sim, em que posso ajudá-lo?” - ele responde ao meu chamado

“O que é esse lugar?” - pergunto

“Aqui é uma boate gay, a Call me by your name.”

O universo só pode estar de brincadeira comigo.

“Estamos tendo um evento onde todas as bebidas estão pela metade do preço, por isso está lotado. Você vai entrar?” - ele me diz

“Hum...porque não” - ele carimba minha mão e eu entro na boate. 

Tudo aqui é uma mistura de luzes coloridas, música alta, suor e bebida. Eu amei. Me sinto extasiado nesse lugar, vou direto em direção ao bar. 

“Com licença, pode me dar um shot de tequila, por favor.”- peço ao barman me curvando sobre o balcão.

“Claro, gato.” - ele serve a taquicardia é um copo e me dá.

“Essa é por minha conta.” - ele diz e pisca para mim.

Eu tô gostando daqui ainda mais a cada momento que passa. Tomei o shot de uma vez agradecendo o barman, ele até que é gostoso. Fui em direção a pista de dança, me divertir um pouco, dançar até não poder mais. Aqui eu posso ser eu mesmo, sem ter medo do que os outros vão pensar. 

Estou dançando na pista e um cara se aproxima e começa a dançar junto a mim, ele era loiro como eu, mas ele tinha olhos azuis e eu tenho olhos castanhos. Ele é lindo, não faço ideia qual seja o nome dele e para ser sincero, não importa. Tudo que eu quero é agarrar o pescoço dele e beija lo até perder o fôlego, e eu faço. 

O loiro foi o primeiro, mas não foi o último. Estou aqui a horas, Já perdi as contas de quantos caras já fiquei e de quanto álcool eu bebi. Já são quase 3 horas da manhã, e eu tô conversando com um carinha. O nome dele é Daniel, ele foi o primeiro cara da noite que eu parei para conversar, que eu parei para saber o nome. Ele é ruivo e tem olhos verdes, seu sorriso é impactante e o seu corpo também, ele é magro, mas um pouco musculoso. Daniel é simplesmente lindo.

“Eu não acredito que você é jogador de futebol, que horror.” - Daniel fala e eu rio 

“Para, nem todos os jogadores são como o esteriótipo. Olha para mim” - eu falo 

“Bom, pelo menos você não. Mas a maioria é um bando de babaca.” 

“Obrigada pelo elogio eu acho.” - eu digo e seguro na sua gola o puxando para perto

“Acredite, foi um elogio. E eu tenho muitos outros a te fazer. Como você é lindo é engraçado. - ele diz e beija o meu pescoço a cada frase.

“Como você é gostoso” - ele continua e eu o puxo para beijar sua boca 

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