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❝ E eu, no meu universo, me equilíbrio entre fúria e afeto❞
-Maria Mole
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"Charlotte! Eu acho que eu sei o que está acontecendo. Charls, olhe para mim, por favor." Topanga insistia suavemente, segurando com cuidado o rosto da amiga que está deitada no chão do jardim. Charlotte finalmente ergueu os olhos para ela, uma mistura de ansiedade e confusão estampada em seu rosto.
"Panga?" A voz estremecida da menina soa como música nos ouvidos da amiga, que se esforçava para manter a calma.
"Certo, tudo bem, preciso que se concentre em mim." Topanga segura delicadamente a cabeça de Charlotte. "Me fala, me fala 5 coisas que você pode ver."
"Eu vejo você, a grama sob nós, aquela árvore frondosa ali." Ela pausou por alguns segundos, tentando se concentrar. "A rua além do portão e... as borboletas que voam por perto."
"ÓTIMO! Agora, 4 coisas que você pode tocar."
"Seu rosto, o tecido do meu collant, minha própria pele e... o chão frio."
"Ok, você está indo muito bem. Agora, 3 coisas que você pode ouvir."
"Sua voz calma, as risadas distantes de crianças brincando na rua e o canto dos pássaros nas árvores."
"Certo, certo. Agora, 2 coisas que você pode cheirar."
"O perfume das flores do jardim e... infelizmente, bosta de cachorro também." Charlotte responde com um leve sorriso irônico, tentando quebrar a tensão.
"Charls!" Topanga riu suavemente, aliviada por ver um sinal de humor na amiga. "E por último, 1 coisa que possa sentir o gosto."
"A própria saliva na minha boca."
"Ótimo! Você foi ótima! Se sente melhor?"
"Sim, você me ajudou muito, Panga, muito obrigada."
"Não há de quê. Agora vamos, você precisa comer alguma coisa e descansar." Topanga abraça Charlotte e as duas entram na casa. Encontram Aurora indo para a cozinha.
"Topanga? O que aconteceu?" Pergunta Aurora, notando imediatamente a expressão de Charlotte.
"Charlotte estava meio perdida na rua", responde Topanga, tentando simplificar.
"Filha, você parece terrível!" Acrescenta Aurora, rindo.
"Obrigada, mãe." Charlotte a encarou sem expressão.
"Vamos, Charls." Topanga pega a mão da amiga e as guiou para o quarto de Charlotte, onde ela pode se recuperar tranquilamente.
Depois da crise intensa de ansiedade que Charlotte enfrentou, ela decidiu buscar ajuda profissional. Após alguns dias de espera angustiante por uma consulta, ela finalmente se encontrou na sala do psiquiatra.
Dr. Patel, um psiquiatra experiente, ouviu atentamente enquanto Charlotte descrevia suas experiências: os ataques de pânico, a sensação de estar fora de controle, os medos irracionais que invadiam sua mente repetidamente. Ele fez perguntas cuidadosas sobre seu histórico médico, sua família e sua vida diária, procurando entender melhor a extensão de seus sintomas.
Ela segurou firme a receita de papel que o Dr. Patel lhe entregou no final da consulta, prescrevendo um medicamento para ajudar a controlar sua ansiedade.
O diagnóstico oficial de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) foi um momento de clareza para Charlotte, assustador mas de certa forma, um alívio. Os dias seguintes foram uma montanha-russa de emoções enquanto ela começava a ajustar-se ao tratamento prescrito.
"Shawnie!" A garota o abraça no corredor do colégio.
"Freckles!" Ele recebe o abraço, "Então, já tomou o remédio?"
"Talvez?" Ela dá um sorriso amarelo, "Não, Hunter, eu não tomei o remédio."
"Ora, e o que está esperando? Vamos" Ele os leva em direção ao banheiro.
Quando Shawn soube do diagnóstico de ansiedade de Charlotte, seus sentimentos se misturaram em uma onda de preocupação gigante. Ele sempre esteve ao lado dela, apoiando-a nas situações difíceis, mas agora, ver sua garota enfrentando um transtorno mental diagnosticado trouxe à tona uma nova camada de responsabilidade. Ele já havia percebido o quanto ela tenta se sabotar, e por isso, não ia deixar nada de ruim acontecer enquanto ele pudesse evitar.
"Pronto."
"Ótimo."
"Você tem que ficar me lembrando sempre?"
"Mas é claro, sua cabeça de vento." Ele sorri.
"Charlotte, Sr.Hunter, vão para aula" Aponta Sr.Feeny.
"Estamos indo, Sr.Feeny!" Responde Charlotte.
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broken || shawn hunter
Fanfiction❝ Você deixa uma perna na cadeira e a outra cruzada, de qualquer jeito, nunca deixa seus pés no chão. Você toma aquela vitamina verde super estranha quase todo dia. Quando você lê, você sempre segura o livro só com uma mão. E quando você saí do ball...
