CAPÍTULO - 1

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️AVISO: A cena a seguir pode trazer gatilhos para algumas pessoas! Como cenas de sofrimento e agressão verbal.

⚠ ️AVISO: A cena a seguir pode trazer gatilhos para algumas pessoas! Como cenas de sofrimento e agressão verbal

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Estava em uma sala enorme, repleta de decorações delicadas. O ambiente transbordava luxo e riqueza; até o espelho à minha esquerda era adornado com prata de primeira qualidade. À direita, a janela exibia a vista do grande jardim, onde rosas vermelhas floresciam em toda a sua glória, engrandecendo ainda mais a paisagem. A grama, sempre bem tratada, se mantinha verde e impecável.

Era realmente um lindo jardim. Mas o que mais me atraía era o balanço. Papai sempre brincava comigo quando estava livre… agora, ele permanecia sozinho, balançando suavemente com o vento.

Me pergunto quando papai vai chegar…

Olho para cima com curiosidade. O céu hoje parecia triste, fechado e chuvoso, deixando no ar um clima sombrio que me fazia sentir melancólica.

Viro a cabeça de volta para o piano à minha frente. Fazia uma hora que eu tentava tocar e não conseguia. Mamãe ficaria furiosa. Por sorte, ela não estava aqui para gritar comigo outra vez.

Quando me preparava para tentar pela milésima vez, ouvi uma porta ser aberta bruscamente. Olhei assustada e vi mamãe encostada à parede. Usava seus saltos vermelhos, os de sempre. Na mão direita, segurava uma garrafa com um líquido amarelado --- não me lembro o nome agora, só sei que, quando ela bebia aquilo, nada de bom acontecia.

Minhas mãos pequenas começaram a tremer. O coração acelerou, pensando no que podia acontecer a seguir.

--- Oi, mamãe… está tudo bem? --- perguntei com cautela, a voz trêmula.

Ela sorriu, mas não havia alegria no sorriso. Balançou a cabeça e ergueu o queixo para o teto.

--- Se eu estou bem, hein? Só de olhar pra você, sinto nojo --- Sua voz saiu seca e ríspida. Então, voltou os olhos frios para mim --- Está praticando piano?

--- S-sim, mamãe… --- respondi de cabeça baixa.

Senti o choro preso na garganta, os olhos ardendo. Apertei o tecido do meu vestido com força, tentando a todo custo não chorar.

O ar parecia sumir, respirar ficou difícil. O peito pesava, o coração palpitava em desespero. Não podia deixar que ela visse minhas lágrimas, senão ficaria ainda mais brava.

Ela vai me bater de novo?

Por que não gosta de mim?

Querida Patroa (Em Revisão)Onde histórias criam vida. Descubra agora