Capítulo 11 - Os últimos momentos

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Pov Toni

Abri meus olhos lentamente. A imagem que se formou a minha frente estava completamente embaçada e foi se concertando aos poucos.

"Toni?"

Ouvi a voz de Cheryl enquanto tinha minha visão voltando ao normal. Levei a mão a cabeça como reflexo pela imensa dor de cabeça que sentia.

- Toni, oh céus! Você está bem? O que houve?

- Eu desmaiei?

- Sim. Eu estava bem perto de você e por sorte evitei algo pior, mas mesmo assim você bateu a cabeça na quina daquela mesa ali.

Eu estava deitada no sofá a alguns metros da mesa onde havia caído. Cheryl estava sentada no mínimo espaço que havia no sofá, bem ao meu lado.

- Mas, como eu vim parar aqui se eu caí ali? - Perguntei.

- Bom, você desmaiou nos meus braços, foi fácil te trazer e deixar no sofá. Acho que deve querer isto de volta. - Ela esticou sua mão me entregando o celular e as chaves do carro.

O celular.

Arregalei os olhos ao pegar o aparelho de sua mão e o molho de chaves me levantando bruscamente.

- Eu devo te agradecer por tudo, mas agora tenho que ir, obrigada senhorita.

- Ir à onde com essa pressa toda? Quer dizer, sinto estar sendo invasiva, mas...

- Não quero ser grossa com você. - Disse a interrompendo. - Sinto muito por isso, e agradeço novamente, mas eu realmente preciso ir agora.

- Eu é que sinto muito, mas, - interrompeu sua fala para pegar de minhas mãos a chave que segurava. - Não posso deixar que saia daqui.

- Olha, você pode ser minha chefe, e eu realmente estou tentando não faltar com respeito, mas eu preciso muito sair daqui e ir a outro lugar.

Estiquei os braços para tomar de volta a chave, mas ela recuou, impedindo me dê conseguir o que queria.

- Você acabou de desmaiar, é evidente que não está apta a dirigir agora! Seja onde quer que for... - a ruiva respirou fundo. - eu levarei você.

- O que? Não mesmo, pode me devolver as chaves? É importante!

- Você está passando mal. Não vou deixar que deixe esse prédio sozinha. Está com pressa não está? Ótimo, não temos tempo para discussões senhorita. Siga-me!

A mulher caminhou até a porta e a segurou fazendo um gesto com o braço para que eu passasse. Pelo histórico de Cheryl, ela sempre conseguia o que queria, nessa discussão eu não ganharia. A última coisa que queria em um momento como esse era perder tempo, e eu já havia perdido de mais aqui.

Bufei antes de passar pela porta de sua sala e em seguida sair do escritório. Andei apressadamente em sua frente enquanto ela fechava as portas e chamei o elevado. Apertava o botão desesperadamente quando ela me alcançou.

- Você sabe que apertar várias vezes não vai fazer ele vir mais rápido, não é?

- Sei! - disse revirando os olhos e parando o movimento.

Cruzei os braços e deixei que meus pés se movessem, batendo algumas vezes no chão em um sinal de nervosismo, e obviamente Cheryl percebia isso.

Assim que o elevador chegou entrei no mesmo apressada, apertei o botão da portaria e fiquei a observar as portas se fechando.

- Vai dirigir o meu carro? - Perguntei.

- Podemos ir no meu se isso te incomoda.

- Não, tudo bem. Como vai voltar depois?

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