Kate
Eu não sabia o que fazer...
O médico estava me olhando e esperando e eu não conseguia falar, doía muito, e também... Olhei para o lado e Thomas estava me encarando com, medo ?
Medo do que eu não sabia, mais tinha um palpite, desde que ele me viu me trata como se eu fosse importante e eu sabia que no momento que ele descobrisse que eu carregava um filho de outro cara, um cara que me bateu inclusive, ele ia perder esse interesse em segurar minhas mãos.
Mais eu precisava que o médico me dissesse que o bebê estava bem, mais eu não conseguia falar, droga!
Então olhei para a Lucy e ela me entendeu e olhou para Thomas e eu acenei com a cabeça para ela, eu só me importava com o meu bebê agora.
- Doutor ... Bem, o senhor acha que ...- ela me olhou de novo e eu entendi ela não queria que eu tivesse que contar para todo os caras assim, mais eu sabia que não ia adiantar pedir para saírem do quarto, eles não iriam sair, então dei um olhar pra ela de novo e segurei sua mão bem firme dando a confirmação de que estava tudo bem em ela falar e ela me deu um sorriso pequeno e continuou- O senhor acha que por ele ter sufocado ela poderia ter machucado o bebê ?
Thomas deu um soco na parede, Cris xingou todos os palavrões possíveis, e o outro cara no quarto que eu ainda não sabia quem era mais que também me salvou segurou firme os cabelos quase puxando.
- Teremos que fazer alguns exames como uma ultrassonografia para ver o bebê, de quantas semanas você está Kate?- o doutor ignorou todos os homens na sala e se concentrou em mim e na Lucy
- Ela não sabe Robert, ela descobriu hoje- Lucy respondeu ele por mim,e eu só dei de ombros.- quando podemos fazer a ultrassom?
- Vou trazer agora o equipamento está no carro- Ele se levantou e nos deixou no quarto com três caras furiosos.
- Eu vou matar aquele cara- Cris disse no canto do quarto, eu o conhecia fazia alguns anos, conheci Lucy primeiro e como ele estava servindo o exército não o conheci de imediato, só quando ele voltou da sua última missão no Iraque.
- Nós vamos pegar ele Cris e vamos acabar com ele, aquele...- o rapaz que eu não sabia o nome foi interrompido pelo médico com uma maleta gigante entrando no quarto.
- Se possível Trenton, não falar essas barbaridades enquanto estamos na presença de damas!- o médico o repreendeu e Trenton só coçou a cabeça e se sentou em uma cadeira próximo da mesa do computador.
O médico arrumou os aparelhos próximo a mim no quarto e ligou a telinha que ele tirou da mala. E me apontou um vidro com um líquido dentro.
- Esse é um gel para fazermos a ultrassom tá bom?- assenti com a cabeça, e olhei ao redor do quarto eu não queria fazer minha primeira ultrassom com um monte de homens me olhando e acho que o médico entendeu isso também- Meninos, por favor, saiam ? A senhorita está em boas mãos!
Achei que eles iriam protestar mais sairam, Thomas saiu bufando de raiva, e eu escutei um estrondo quando ele sumiu na porta.
- Não se preocupe, vamos apenas ver se o meu sobrinho está bem ok? - Lucy segurou minhas mãos e me consolou quando comecei a ficar nervosa.
E se eu tivesse perdido o bebê? E se foi um falso positivo? E se ele tivesse correndo risco de vida dentro da minha barriga por que eu não tinha conseguido fugir das garras do que deveria ser o pai dele.
Meu deus meu filho não teria um pai, pior ainda o pai que ele deveria ter era um porco violento, como eu fui burra!!
- Pode estar um pouco gelado- doutor Robert colocou o gel na minha barriga depois de erguer minha blusa um pouco, e colocou um instrumento por cima, parecia um mini microfone, e então uma imagem preta com uns pedaços estranhos começaram a aparecer, eu seria uma péssima mãe por que não sabia nem ver meu bebê na ultrassom.
- Está vendo esse pontinho aqui?- o doutor apontou para um ponto bem pequeno na tela e eu mal conseguia definir o que era- Esse é o seu bebê Kate! Ele ainda é pequeno como um feijão, então você está com 5 semanas eu diria.
- O be... bê está...?- Droga de voz que não saia
- Ele está bem sim, mais vamos observar ok? Vou marcar uma consulta pra você daqui duas semanas para começarmos seu pré natal- Ele levantou e limpou o gel da minha barriga, e guardou sua máquina- Se você sentir dores na região do abdômen como uma cólica, você me liga ou pede para um dos guarda costas me chamarem, que eu venho na hora, mais no momento acho que não há um risco de aborto espontâneo. Você e o bebê estão bem Kate.
- Obrig..ada!- tentei falar ao apertar sua mão e ele deu tchau a Lucy e saiu.
Ela me abraçou e ficamos deitadas em silêncio até Lucy cair no sono.
Eu não conseguia dormir, minha cabeça estava girando, meu bebê estava bem, ele não tinha um pai, não tinha uma avó, eu estava me importando com a opinião de um cara que eu nem conhecia,e eu não conseguia falar ainda o que me frustava muito.
Eu ouvi batidas na porta então a mãe de Lucy entrou no quarto chorando baixinho e parou quando me viu, limpando o rosto rápido.
Ela abraçou a filha, e sussurrou várias palavras em meio ao choro baixo.
- Oi Kate, como você está ?- ela veio me abraçar e me deu um beijo, seus olhos marejados.
- Be..m..- minha voz não estava boa ainda, o que fez ela arregalar os olhos e segurar meu queixo erguendo meu rosto para olhar meu pescoço, então o choque veio para o seu belo rosto, tentei sorrir para ela, para acalma-la mais não consegui, Lore era a mãe de Lucy mais me tratava como filha, ela e Devon moravam na cidade com Lucy já fazia uns 10 anos, eles queria ficar perto do clube mais como Lucy precisava estudar eles foram para lá, e Devon sempre ia e voltava pela estrada para estar perto do clube e da família.
- O que aquele filho da puta fez com vocês! Espero que ele arda no fogo do inferno!!- ela chorava agora com força e ela me abraçou forte, como eu disse era como uma mãe para mim.
Não sei quanto tempo ficamos assim, agarradas uma a outra mais quando escureceu lá fora, Lucy cochilou algumas vezes, depois quando acordou e começou a contar tudo para a mãe dela, reclamou que estava faminta e nos arrastou lá para baixo em direção ao que eu imaginava ser a cozinha.
Mais eu odiei a vista que tive.
Uma vagabunda estava sentada no colo de Thomas, ela usava uma saia jeans curta e um top roxo brilhante, e esfregava a bunda gigante no colo dele e ele a segurava, como se fossem amantes ou algo do tipo.
- O que vai querer Kate?- eu saí da entrada da cozinha e fui até o balcão que Lucy estava- Não liga pra ela, é só uma puta do clube, sei que é errado falar assim, mais é como eles falam aqui, não me olha assim,Kate!
- Eu.. pão- não conseguia falar direito ainda mais estava ardendo menos conforme minha garganta descansava- gel...eia.
- Entendi, meu bem, senta na mesa já te levo.- ela continuou cortando os pães no balcão e fui me sentar.
Tentando não olhar para o casal feliz, por que eu estava tão brava ? Eu nem o conhecia direito, até onde eu sei ele só me salvou por que Lucy estava junto, se eu estivesse sozinha estaria jogada em algum canto do meu antigo apartamento sangrando e talvez sem vida até, dependendo da força de vontade do Luke. Esse pensamento me fez estremecer de nojo e raiva, e o pior de tudo eu estremeci de medo!
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katherine
Romanceketheryne sempre foi inocente e apaixonada,mais isso acabou quando ela foi traída pelas pessoas que ela mais amava, sua confiança acabou quando ela foi deixada sem nenhum dinheiro e com uma criança a caminho. Ela vê sua vida de cabeça para baixo e...
