That Way

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"não tem jeito de eu acabar ficando com você, mas amigos não olham amigos desse jeito"

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– Ai, eu amo esse meme! – gritou Audrey enfiando uma bala na boca.

– É muito identificável você não acha?

– Sim! Na vida eu sou o Banguela, sério.

– E quem é a Fúria da Luz?

– O Dylan, provavelmente.

– E eu seria o Soluço?

– Pode se dizer que sim – a garota riu. – Eu vou te ver chorando no final?

– Não claro que não.

*

– Por que eles tiveram que partir? Eles não queriam isso – murmurou Noah dramaticamente passando a manga do moletom nos olhos marejados.

– Achei que você não fosse chorar – falou Audrey estando na mesma situação.

– E você acreditou em mim? Como já dizia a Olivia Rodrigo em "Happier": "Eu espero que você esteja feliz, mas não tanto quando você estava comigo".

– Mas no caso dele, o Soluço queria que ele fosse feliz com ela.

– Não estraga a referência.

– Não achei que você fosse o tipo de garoto que ouvia música da Olivia Rodrigo.

– Eu preciso suprir a dor que você me causa de alguma maneira.

– A dor...que eu causo...? Que dor?

– A dor da rejeição. Por que você não me dá uma chance, huh? – aproximou seu rosto perigosamente da garota, com um sorriso típico no rosto.

– Você ouviu isso?

– Eu não ouvi nada.

– Tenho certeza que ouvi algo – se levantou caminhando em direção à cozinha.

– Eu já vi essa cena antes, princesa.

– E era alguma coisa. Não tem motivo para não ser agora. Ah!

– O que foi? – perguntou preocupado.

– A janela estava aberta, aí o vento acabou fazendo barulho – fechou a janela voltando para a sala. – Podemos voltar ao filme.

*

– Anda, levanta, vou te levar ao quarto de hóspedes.

– Não, eu tô com sono – resmungou Noah.

– Eu também, por isso levanta rápido para eu ir dormir no meu quarto.

– Vamos ficar aqui mesmo, tem cobertas, travesseiros e o mais importante: os carregadores dos celulares.

A garota analisou bem o lugar. O sofá era bem espaçoso e confortável, dava para os dois dormirem tranquilos ali.

– Ok. Tudo bem. Mas eu fico aqui, e você aí – falou se deitando na outra parte do sofá.

– Tudo bem – levantou as mãos em rendição. – Mas não venha deitar no meu peito à noite.

– Não se preocupe, isso não vai acontecer.

*

– Bem, então, eu vou para a minha casa, vou almoçar, e de às 8 eu passo aqui para nós irmos.

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