Happier than ever

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"Eu não me identifico com você. Porque eu nunca me trataria tão mal. Você me fez odiar essa cidade".

.

Havia passado uma semana desde que tinha voltado a ir à escola e o incidente com o Noah. Mal tinha voltado e já estava propensa a trabalhos e deveres.

Acordou devagar, sentindo suas costas gritarem. Estava dormindo na biblioteca de sua escola, com a cabeça dentro dos braços sob a mesa, com vários cadernos espalhados ao seu lado.

– Acordou finalmente, Bela Adormecida.

– Argh – bufou. Noah continuou aparecendo todos os dias, falando sempre "bom dia, princesa", não estava surpresa por ele estar ali mais uma vez.

Quando ergueu os olhos, encontrou o Noah comendo uma barrinha de chocolate, apoiando seu rosto em uma das mãos, com um sorriso adorável.

Algo estava estranho, ele não falou "boa dia, princesa", como fez ao longo da semana. Tudo bem que a Bela Adormecida era uma princesa também, mas que era estranho era.

– Audrey? Tá tudo bem? Você tá com uma cara estranha...

Outra coisa estranha, ele a chamou de Audrey. Ele quase nunca a chama de Audrey.

Por uma fração de segundos, poderia jurar que aquele era Dylan, mas ele a chamaria de Sidney, Britney, Shirley, mas nunca de Audrey.

– Ei! Audrey – tocou na sua mão. E aí veio um choque e ela pulou para trás, fazendo-o se assustar também. – Olha, você tá me assustando, tá tudo bem?

Receosa, ela levou sua mão – que tremia –, devagar até seu rosto, e quando sentiu sua pele, se arrepiou.

– Audrey?

– Você tá aqui... – engoliu seco. – Você tá realmente aqui...

– Sim...? O que foi?

– Um minuto... – ela começou a procurar sua mochila, até que a achou, estava no chão ao lado da cadeira na qual estava sentada.

Curvou suas costas para conseguir mexer nela sem levantar da cadeira, e começou a procurar o caderno onde Noah havia sido criado.

Quando finalmente achou, o abriu antes de se levantar e lá estava tudo, tudo que havia criado. Quando se levantou novamente e olhou para frente, Noah havia sumido, novamente.

Mais uma vez, com um peso no coração, fechou o caderno com força e jogou sua cabeça com tudo no tampo da mesa. Novamente um vazio se instaurou no seu coração.

– Toma.

Levantou a cabeça e viu Noah novamente na sua frente. Se apressou para abrir o caderno, mas agora o que havia sumido, era Noah, só que nas suas histórias.

– Você tava um pouco estranha, parecia que tinha visto um fantasma. Aí eu fui buscar um suco para você – ele esticou uma caixinha se suco de laranja na sua direção.

De repente um ódio subiu no seu peito. Ele simplesmente havia sumido e ia voltar como se nada tivesse acontecido? Isso é sério?

– Eu não quero a merda do seu suco – deu um tapa na mão do garoto, que fez a embalagem laranja cair, estourando no chão.

– Qual é, gastei dois dólares nesse suco. Foi um custo fazer isso sair da máquina de comida.

– Argh, tanto faz! – bufou e começou a juntar suas coisas.

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