50- tentativa e erro!

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3 SEMANAS DEPOIS

MIKE

Nunca achei que ia ficar desconfortável na minha casa , mas é a realidade , com tudo o clima entre a Valentina e as crianças melhorou.

Sento para tomar café e logo o Noah se junta , com o uniforme do colégio , o Agustín senta como se fosse dono da casa , o fato de ser muito próximo ao meu filho , me faz deixar , afinal afastar a única figura que ele ja teve de um pai não é boa ideia.

Enquanto todos comemos um velha amiga aparece , alguém que não vejo à 20 anos , me levanto e abraço com força minha irmã.

— Eu deixo você sozinho, dois minuto  , quando volto , está tudo uma zona.- Carolina diz.

— vinte anos , minha querida irmã.- puxo uma cadeira pra ele , e percebo que ela nunca esteve aqui , pelo menos nunca com a Valentina.

— Tem bastante gente aqui.- diz vendo a mesa cheia.- Conheço  a Male e o Gas , o resto é novo.

— Aquele é o Agustín , é um faz tudo, Valentina a moça com quem casei, Sofia e Noah , meus filhos.- ela me olha surpresa.

— Michael.- a Carol me da um tapão.- assim sei que perdi seu casamento , mas filhos , como não me contou que tenho sobrinhos.- fecho minha mão devagar , de fato minha família , não sabe dos meus filhos. Rapidamente ela percebe que tocou em um assusto delicado.- Fiquei sabendo que cumpriu o acordo de Magnus.- lentamente toma o suco.- O Ruggero me contou.

— Acordo é acordo , até mesmo pra mim.- digo.

— Ele veio te agradecer ? - não respondo minha irmã.- Filho da Puta! Mike!

— Agora não Caro.- digo.

— Mike , você foi torturado pra acabar com os problemas que ele arrumou e o babaca não vem te implorar por perdão.

— Você conhece nosso pai , sabe que ele não liga.- digo.- passou o problema pra mim e fico por assim mesmo , mas está tudo bem , ja foi tudo revolvido , esse maldito acordo não importa mais , podemos viver nossas vidas sem medo.

— Quanto tempo , quanto tempo foi torturado por eles?

— Quatorze anos.- digo, ela olha para as crianças e Male assenti o pensamento de minha irmã.

— Vou matar aquele velho , vou matar ele.- ela sai , olho para cada um na mesa.

— Com licença.- vou atrás delas.

NOAH

Depois de toda a novela mexicana no café , chego na escola e tenho que enfrentar meu próprio terror , entro na sala , vou direto para minha mesa , a ultima carteira , na fileira mais distante da porta , fiquei como a cabeça e esperei a professora.

Eu realmente odeio essa escola , odeio os professores , os alunos tudo , mas a única coisa boa que tenho aqui é a Taylor , mesmo que todos os problemas que eu tenha aqui , sejam por causa dela.

Na hora do intervalo , ela sorri discreta em me ver , mas como sempre aquele boçal percebi e logo vem me bater , tento reagir mais , sou muito fraco pra isso, alguns professores deixam , afinal é o filho de um comerciante famoso , ninguém quer mexer com ele.

— Paro!!! - o diretor diz e tira o Emilio de perto.

Sei que vão ligar pra minha mãe e vou levar bronca como sempre, ela realmente não entende que a culpa não é minha , não vê que tento de verdade , mas sempre falho , como se tivesse  destinado a errar.

Os olhares sobre mim , as fofocas , as risadas , é engraçado pra ele ver alguém apanhar , sofrer bullying coletivo , a porta abre e o Michael entra , até brigaria com ele , pediria pra outra pessoa vir me buscar , mas não tenho forças pra isso , apenas pego minha bolsa , ele parece analisar todos na sala. 

Ja dentro do carro , ele me dá uma compressa de gelo e paramos no acostamento. Lembro da primeira vez que nos encontramos , tinha acabado de levar uma bela surra do time de futebol inteiro , comandada pelo Emilio , não consegui andar , não tinha como ligar pra casa e ja deveria ter voltado , um homem de boné me levantou colocou em suas costas e sem dizer nada me levou pra casa.

— Sei que não vai falar , mas vou perguntar do mesmo jeito - o Michael diz- Por que é o saco de bancadas do colégio , e o que aquele menino tem contra você?

Não respondo , mantenho uma compressa no meu olho , bato as pontas dos meus dedos , da mão esquerda, o silêncio se torna mais denso com cada segunda que se passa.

— Ok , não vou falar pra sua mãe , mas se ela perguntar , não vou mentir.- ele da partida no carro.- afinal estou tentando arrumar as coisas com ela, mentir só pioraria.

Tentei ficar no quarto o tempo todo , mas ao descer pro jantar não tinha como esconder as marcas roxas , minha mãe me olha com desgosto como se já não aguentasse isso , como em silêncio e vou pro quarto.

— O que houve dessa vez? - mamãe pergunta ao entrar no meu quarto.

— O de sempre me provocaram e não me contive.- minto, é me olhar mentir e mostrar fora do que falar a verdade e ver pena no olhar dela.

— Você nem tenta ne? - ela diz.- Noah , se continuar assim vai ser expulso , ja cansei de falar isso , mas parece não entender.

MIKE 

Corro pela praia quanto vejo o Noah , ta sentado na areia , seus olhos estão vermelho , me aproximo e me sento. Ficamos em silêncio ,sei que o as vezes é melhor não falar nada e deixar ele chorar.

— Eu juro que tento , juro que não quero me meter em brigar , mas......- ele volta a chorar com força.

— Tentativa e erro.- digo.- a vida é feita disso Noah, você sabe que tentar não é fácil , mas fica mais difícil , quando que fazer tudo sozinho , acredita em mim , sou um exemplo que como agir sozinho , pode foder tudo. - olho pro mar.- Por que aquele jovem tem tantos problemas com você? ele te olha com tanta raiva e odeio , o que fez pra ele?

— Não fiz nada , pelo menos nada que pudesse controlar.- ele continua à pra baixo.- O nome dele é Emilio , ja fomos amigos , mas depois que minha mãe dormiu com o pai dele , nos distanciamos , foi ele quem espalhou pra escola inteira os boatos sobre ela. - lentamente o Noah fecha os punhos , como se prepare-se para bater em alguém.- Mas nunca tinha me batido ou algo do tipo , foi a uns 2/3 anos , quando a Taylor entrou no colégio , linda , fofa, educada , entre outras coisas.- um sorriso apaixonado aparece em seus lábios , como se essa menina fosse um alivio pra ele , assim como a Valu é pra mim.- Assim como a metade do colégio o Emilio começou a gostar dela, nunca tiveram nada afinal a Taylor é muito na dela , foi em um festa que foi fala com ela , as coisas entre nos dois pareciam se encaixar tão bem, ficamos e assim que foi pra escola no outro dia , o Emilio me fez me exemplo , me deu um surra da frente de todos , depois disso virei o saco de bancadas oficial de todos.

— Por que não revida? Por que os professores não fazem nada?

— O Pai dele é rico , todo de um comercio da cidade , ninguém quer mexer com ele.- o menino mexe na areia.- você viu o tamanho dele , mal consigo fugir , imagina revidar.

— Se quiser posso te treinar.- digo me levando. -apenas para se defender , se quiser.- limpo a areia em mim.- Pode ficar aqui quanto tempo quiser , mas lembra que tem escola amanhã.- digo.- E vou falar com sua mãe , não vou contar nada , mas pelo menos ela vi pegar leve com você daqui em diante.

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