3 SEMANAS DEPOIS
MIKE
Nunca achei que ia ficar desconfortável na minha casa , mas é a realidade , com tudo o clima entre a Valentina e as crianças melhorou.
Sento para tomar café e logo o Noah se junta , com o uniforme do colégio , o Agustín senta como se fosse dono da casa , o fato de ser muito próximo ao meu filho , me faz deixar , afinal afastar a única figura que ele ja teve de um pai não é boa ideia.
Enquanto todos comemos um velha amiga aparece , alguém que não vejo à 20 anos , me levanto e abraço com força minha irmã.
— Eu deixo você sozinho, dois minuto , quando volto , está tudo uma zona.- Carolina diz.
— vinte anos , minha querida irmã.- puxo uma cadeira pra ele , e percebo que ela nunca esteve aqui , pelo menos nunca com a Valentina.
— Tem bastante gente aqui.- diz vendo a mesa cheia.- Conheço a Male e o Gas , o resto é novo.
— Aquele é o Agustín , é um faz tudo, Valentina a moça com quem casei, Sofia e Noah , meus filhos.- ela me olha surpresa.
— Michael.- a Carol me da um tapão.- assim sei que perdi seu casamento , mas filhos , como não me contou que tenho sobrinhos.- fecho minha mão devagar , de fato minha família , não sabe dos meus filhos. Rapidamente ela percebe que tocou em um assusto delicado.- Fiquei sabendo que cumpriu o acordo de Magnus.- lentamente toma o suco.- O Ruggero me contou.
— Acordo é acordo , até mesmo pra mim.- digo.
— Ele veio te agradecer ? - não respondo minha irmã.- Filho da Puta! Mike!
— Agora não Caro.- digo.
— Mike , você foi torturado pra acabar com os problemas que ele arrumou e o babaca não vem te implorar por perdão.
— Você conhece nosso pai , sabe que ele não liga.- digo.- passou o problema pra mim e fico por assim mesmo , mas está tudo bem , ja foi tudo revolvido , esse maldito acordo não importa mais , podemos viver nossas vidas sem medo.
— Quanto tempo , quanto tempo foi torturado por eles?
— Quatorze anos.- digo, ela olha para as crianças e Male assenti o pensamento de minha irmã.
— Vou matar aquele velho , vou matar ele.- ela sai , olho para cada um na mesa.
— Com licença.- vou atrás delas.
NOAH
Depois de toda a novela mexicana no café , chego na escola e tenho que enfrentar meu próprio terror , entro na sala , vou direto para minha mesa , a ultima carteira , na fileira mais distante da porta , fiquei como a cabeça e esperei a professora.
Eu realmente odeio essa escola , odeio os professores , os alunos tudo , mas a única coisa boa que tenho aqui é a Taylor , mesmo que todos os problemas que eu tenha aqui , sejam por causa dela.
Na hora do intervalo , ela sorri discreta em me ver , mas como sempre aquele boçal percebi e logo vem me bater , tento reagir mais , sou muito fraco pra isso, alguns professores deixam , afinal é o filho de um comerciante famoso , ninguém quer mexer com ele.
— Paro!!! - o diretor diz e tira o Emilio de perto.
Sei que vão ligar pra minha mãe e vou levar bronca como sempre, ela realmente não entende que a culpa não é minha , não vê que tento de verdade , mas sempre falho , como se tivesse destinado a errar.
Os olhares sobre mim , as fofocas , as risadas , é engraçado pra ele ver alguém apanhar , sofrer bullying coletivo , a porta abre e o Michael entra , até brigaria com ele , pediria pra outra pessoa vir me buscar , mas não tenho forças pra isso , apenas pego minha bolsa , ele parece analisar todos na sala.
Ja dentro do carro , ele me dá uma compressa de gelo e paramos no acostamento. Lembro da primeira vez que nos encontramos , tinha acabado de levar uma bela surra do time de futebol inteiro , comandada pelo Emilio , não consegui andar , não tinha como ligar pra casa e ja deveria ter voltado , um homem de boné me levantou colocou em suas costas e sem dizer nada me levou pra casa.
— Sei que não vai falar , mas vou perguntar do mesmo jeito - o Michael diz- Por que é o saco de bancadas do colégio , e o que aquele menino tem contra você?
Não respondo , mantenho uma compressa no meu olho , bato as pontas dos meus dedos , da mão esquerda, o silêncio se torna mais denso com cada segunda que se passa.
— Ok , não vou falar pra sua mãe , mas se ela perguntar , não vou mentir.- ele da partida no carro.- afinal estou tentando arrumar as coisas com ela, mentir só pioraria.
Tentei ficar no quarto o tempo todo , mas ao descer pro jantar não tinha como esconder as marcas roxas , minha mãe me olha com desgosto como se já não aguentasse isso , como em silêncio e vou pro quarto.
— O que houve dessa vez? - mamãe pergunta ao entrar no meu quarto.
— O de sempre me provocaram e não me contive.- minto, é me olhar mentir e mostrar fora do que falar a verdade e ver pena no olhar dela.
— Você nem tenta ne? - ela diz.- Noah , se continuar assim vai ser expulso , ja cansei de falar isso , mas parece não entender.
MIKE
Corro pela praia quanto vejo o Noah , ta sentado na areia , seus olhos estão vermelho , me aproximo e me sento. Ficamos em silêncio ,sei que o as vezes é melhor não falar nada e deixar ele chorar.
— Eu juro que tento , juro que não quero me meter em brigar , mas......- ele volta a chorar com força.
— Tentativa e erro.- digo.- a vida é feita disso Noah, você sabe que tentar não é fácil , mas fica mais difícil , quando que fazer tudo sozinho , acredita em mim , sou um exemplo que como agir sozinho , pode foder tudo. - olho pro mar.- Por que aquele jovem tem tantos problemas com você? ele te olha com tanta raiva e odeio , o que fez pra ele?
— Não fiz nada , pelo menos nada que pudesse controlar.- ele continua à pra baixo.- O nome dele é Emilio , ja fomos amigos , mas depois que minha mãe dormiu com o pai dele , nos distanciamos , foi ele quem espalhou pra escola inteira os boatos sobre ela. - lentamente o Noah fecha os punhos , como se prepare-se para bater em alguém.- Mas nunca tinha me batido ou algo do tipo , foi a uns 2/3 anos , quando a Taylor entrou no colégio , linda , fofa, educada , entre outras coisas.- um sorriso apaixonado aparece em seus lábios , como se essa menina fosse um alivio pra ele , assim como a Valu é pra mim.- Assim como a metade do colégio o Emilio começou a gostar dela, nunca tiveram nada afinal a Taylor é muito na dela , foi em um festa que foi fala com ela , as coisas entre nos dois pareciam se encaixar tão bem, ficamos e assim que foi pra escola no outro dia , o Emilio me fez me exemplo , me deu um surra da frente de todos , depois disso virei o saco de bancadas oficial de todos.
— Por que não revida? Por que os professores não fazem nada?
— O Pai dele é rico , todo de um comercio da cidade , ninguém quer mexer com ele.- o menino mexe na areia.- você viu o tamanho dele , mal consigo fugir , imagina revidar.
— Se quiser posso te treinar.- digo me levando. -apenas para se defender , se quiser.- limpo a areia em mim.- Pode ficar aqui quanto tempo quiser , mas lembra que tem escola amanhã.- digo.- E vou falar com sua mãe , não vou contar nada , mas pelo menos ela vi pegar leve com você daqui em diante.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Butterfly
FanfictionLendas dizem que quando uma borboleta, bate suas asas em determinado lugar , no outro lado do mundo , ocorre um furacão. A Vida é assim , como uma das leis da física, toda Ação Gera uma Reação. eu um piscar de olhos, você pode perder toda sua lib...