Supernova

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     Enquanto a nave seguia silenciosamente, cortando a vastidão do espaço com suavidade, o momento de calma se estendia, uma pausa rara em meio à tempestade constante que era sua jornada. A vastidão do universo se desdobrava diante da pequena janela ao lado de Max, pintando o espaço com estrelas cintilantes, nebulosas em tons vibrantes e galáxias que pareciam dançar em espirais infinitas. Cada detalhe o encantava, cada lampejo distante o emocionava, e ele sentia no peito a gratidão de estar vivendo aquilo que sempre fora seu sonho.

   Maximilian notava uma energia diferente em si mesmo, uma renovação que parecia vir do próprio ambiente. O ar do espaço, ainda que invisível e inalcançável, carregava algo transformador, como se aquela imensidão do desconhecido o fortalecesse.

   Ele não estava sozinho em sua admiração. A fascinadora de espécies também se deixava encantar com as vastas possibilidades do universo. Sua curiosidade vibrava, anseando por descobrir espécies nunca antes vistas ou catalogadas — o que era, afinal, seu maior fascínio.

   — É realmente lindo, não acha? — Veio a voz dela, suave, quase distante, enquanto seus olhos se fixavam nas estrelas além da pequena janela.

   — Sim... — respondeu Max automaticamente, virando-se para encará-la. Quando finalmente a viu, seus olhos se arregalaram, surpreendido com o que encontrou. — La-Laila?

   A alienígena havia assumido uma aparência completamente diferente, agora muito mais próxima da forma humana. Seus dois braços substituíam os quatro que costumava ostentar, e sua pele rosada estava mais clara, com um leve tom corado nas bochechas. Onde antes haviam tentáculos, agora desciam fios ondulados de cabelo branco, suavizando sua aparência. Seu rosto, agora mais arredondado e comum, poderia facilmente passar por humano... não fosse pelo terceiro olho brilhante em sua testa, uma pedra esverdeada que quase pulsava com vida, e uma auréola luminosa que pairava acima de sua cabeça como um halo de luz.

 não fosse pelo terceiro olho brilhante em sua testa, uma pedra esverdeada que quase pulsava com vida, e uma auréola luminosa que pairava acima de sua cabeça como um halo de luz

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   Quando os Uriartianos deixam seu planeta natal, sua forma natural se torna exaustiva de sustentar, devido à enorme pressão espiritual e à densidade de sua musculatura. Por isso, recorrem à habilidade chamada Destruição de Sangue, permitindo-lhes assumir uma aparência híbrida, baseada em espécies com as quais se conectaram. No entanto, isso os deixa vulneráveis, sem acesso completo à força de sua forma original.

   — Sim... sou eu mesma. — Lailazianna sorriu levemente, sua voz natural e tranquila. — Espero que não se incomode com essa minha aparência. Se preferir, posso voltar ao normal.

   — V-Você está incrível. — respondeu Maximilian, quase sem pensar, claramente encantado pela beleza da alienígena.

   — Olha só o Max, garanhão. — provocou Maurício, esboçando um sorriso de canto de boca. Ele nunca perdia a oportunidade de deixar o amigo constrangido.

   O loiro sentiu as bochechas esquentarem, e Lailazianna, sem perceber a brincadeira, agradeceu com sinceridade: — Obrigada, Máxin.

   Do outro lado, Kokish olhou para os monitores e fez um breve anúncio: — A nave está estabilizada. Todos os motores reserva estão funcionando perfeitamente. Não devemos ter mais contratempos.

A Maldição Da Espada EstelarOnde histórias criam vida. Descubra agora