Capítulo 30

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O fotógrafo que eles encontram no meio dos arbustos é mais novo do que eu imaginava que seria um paparazzi. Talvez ele seja novato, o que explica o erro de iniciante de ter deixado o flash ligado. Apesar da dra. McKee nos dizer para sair do salão, parece que o colégio inteiro se reúne no saguão de entrada para observar ela e o sr. Mc Gregor falarem com a polícia local, enquanto o fotógrafo está sentado no banco detrás da viatura. Eu ouço a palavra "invasão" e o sr. McGregor, com o rosto vermelho e borbulhando de raiva, menciona "piche e penas" pelo menos quatro vezes. Ao meu lado, Lauren está muito quieta e muito calma enquanto observa.

— Eles tiraram o cartão de memória da câmera dele — digo a ela. — Então é como se ele tivesse conseguido nada tão emocionante. A não ser que um bando de adolescentes comendo batata-doce faça sucesso nos jornais por aqui, ou algo assim.

Mas Lauren balança a cabeça, os longos cabelos deslizando sobre os ombros.

— Ele já deve ter enviado as imagens. Ele as tirou com o celular, não com a câmera. — Ela olha para mim. — Esse é o truque deles. Aparecem com uma câmera enorme e cara, todo mundo acha que foi isso que usaram, e aí ninguém se lembra do celular. — Ela se vira de volta para olhar para a cena no gramado frontal através das enormes portas de entrada. — É bem esperto da parte deles.

Com isso, ela se vira para subir as escadas, e eu a sigo, segurando seu cotovelo.

— Vai dizer isso a eles! — digo. — Sobre o celular. Talvez ele não tenha enviado...

Mas Lauren já está se afastando.

— É uma graça que você se importe, Cabello, mas te garanto que isso já aconteceu. — Eu a observo desaparecer no topo das escadas, e Normani aparece aomeu lado, seguindo meu olhar.

— É por isso que a mãe dela queria uma equipe de segurança aqui —ela me conta. — Lauren dá mais lucro às revistas do que os dois irmãos juntos.

— Mais do que o Zayn? — pergunto, e Normani acena com a cabeça antesde enrolar uma mecha de seus longos cabelos escuros e me olhar de frente. Bom, me olhar de cima, já que ela é uma amazona.

— Você gosta dela, Mila? — ela pergunta.

Ah! Minha garganta aperta de repente, a pele do meu rosto provavelmente muda para um tom vívido de vermelho enquanto gesticulo sem rumo.

— Sim. Quer dizer, nós denitivamente nos damos melhor agora, então...

— Não. — A mão de Normani segura a minha, cobrindo-a. — Digo...você gosta dela? — Encarando-a, eu puxo minha mão de volta.

— Esse não é o tipo de coisa que deveríamos só falar por bilhetes? Com alternativas pra assinalar sim ou não? — Ela sorri, mas percebo uma preocupação sincera em seu rosto quando olha para mim. Os cantos de sua boca se curvam para baixo, seus olhos se estreitam um pouquinho.

— Eu só não quero que você se machuque. — É a mesma coisa que Marielle disse sobre Ariana, que eu estava pegando o bonde a caminho de um coração partido, e não gosto dessa comparação.

— Acredite em mim, eu também não — respondo.

A gente fica ali até a viatura ir embora e a dra. McKee entrar, batendo palmas de modo ríspido para que nos dispersemos. Todos seguem sua ordem, mas eu fico para trás, esperando até que o salão esteja quase vazio para me aproximar da diretora.

— Dra. McKee? — pergunto, e ela se vira, com as sobrancelhas levantadas como se estivesse surpresa ao me ver ali.

— Sim, senhorita Cabello?

— O que vai acontecer com aquele cara? — pergunto, acenando com acabeça em direção às portas. A dra. McKee segue o meu olhar, erguendo a mão para ajeitar o coquede cabelo.

Sua Alteza Real {Camren Version}Onde histórias criam vida. Descubra agora