Capítulo 17 - Novo lar

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POV: Michael

Daniel: Cala de uma vez por todas essa coisa! - Ele remunga. Uma das únicas coisas que tem feito desde que temos a bebê.

Coraline: Tu és capaz de te calcares uma vez na vida?

Estou tão farto de os ouvir, acho que a bebê faz menos barulho que eles os dois juntos.

Eu(Michael): Cora, o que é que ela tem?

Coraline: Ela precisa de descansar mas como estamos em movimento não a estou a conseguir adormecer.

Daniel: E por causa dela já atraimos 5 infetados!

Eu: Calem-se de uma vez! - Gritei.

Eles olharam para mim e até a bebê se calou.

Daniel: Não era preciso gritar. - Ele diz com a cabeça baixa.

Coraline: Concordo com o Dani. Não há motivo para teres gritado.

Olhei para eles com um olhar ameaçador.

Eu: Não é preciso gritar? Vocês é que estavam a gritar! - Eles olharam para mim, mas eu acabei por me rir e eles levaram o que disse na brincadeira.

Continuámos a andar sempre em frente.

Será que os outros estão bem?

***

Daniel: Ei! Estas a ver aquilo? - Ele diz apontando para um lugar de terreno liso, mas as árvores inposibilitavam de ver o que ele dizia.

Eu: Não estou a ver nada de nada.

Daniel: Abre os olhos. Esta ali uma coisa a brilhar.

Ele começa a correr e eu vou atrás dele deixando a Cora para trás.

Daniel: É uma prisão...

Olho atentamente para todos os locais da mesma, analisando cada detalhe.

Daniel: Achas que está habitada?

Eu: Não vejo nenhum infetado, o provável é que tenha alguém lá dentro que limpou tudo.

Daniel: Se nós formos para lá achas que nos vão aceitar?

Eu: Se forem pessoas desconfiadas é provável que não nos aceitem.

Coraline: Ei, o que se passa...? - Ela baixa o tom de voz quando vê a prisão. - Arriscamos?

Eu: A vida é feita de riscos, certo? Vale a pena tentar.

Andamos até ao portão passando despercebidos pelos infetados que estavam a tentar arrombar uma parte da rede.

Eu: É melhor esconderes a bebê, não sabemos se eles são perigosos.

Cora assentiu e tapou a Anaïs com uma manta.

xxx1: Quem são vocês? - Ouvimos uma voz masculina e tentámos encontrar o dono da mesma.

Coraline: Não somos inimigos, apenas precisamos de um sítio para ficar.

xxx1: Ok. Quando os portões se abrirem entrem e não se mexam.

Olhei para cima e havia duas torres. Numa delas estava um homem com uma sniper na mão a apontar para nós, devia ser ele o dono da voz e na outra estava uma mulher de cabelo curto, também, a apontar uma arma para nós.

Os portões abriram-se e nós entramos, obdecendo ao que o homem nos disse.

Outro homem, de olhos azuis e cabelo castanho apareceu.
Juntamente com um rapaz que devia ter a nossa idade, um homem mais velho que ele e uma rapariga loira.

Apocalipse - Inferno na Terra (Parada E Terminada)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora