Capítulo 18- Afinal, amor e ódio andam de mãos dadas!

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SASUKE

Acordo com um flash de luz que atinge direto o meu rosto. Noite passada, fechei as cortinas do quarto para não ser incomodado muito cedo, mas infelizmente fiz um trabalho porco e agora não são nem seis da manhã e eu já estou acordado. Olho para o lado e vejo Sakura dormindo tranquilamente. Sorrio ao ver que ela está deitada de lado e com o rosto apoiado nas duas mãos enquanto ressona baixinho. 

Como é que alguém pode ser tão fofa, linda, maravilhosa e esplendorosa enquanto dorme? Tenho certeza que eu devo parecer um stalker maníaco observado uma garota desacordada, mas se eu pensar direitinho, sou apenas um cara encantado com a beleza infinita de sua namorada. Com certeza, assim fica mais romântico. 

Sakura faz um barulhinho fofo e tenho certeza que ela está sonhando. Eu deveria levantar e fazer alguma coisa produtiva, mas ontem, durante a partida, o time adversário não teve compaixão e eu estou quebrado, decido me dar uma folga de verdade. Olho mais uma vez para a Haruno e então decido que vou passar o dia com ela. 

Levanto somente para fechar corretamente a porcaria da cortina e acabo dando de cara com uma Temari descabelada, descalça e super desconfiada entrando em um táxi na frente da nossa casa. Lembro da minha mesa e concluo que ela e o Shika ainda vão me dar muita dor de cabeça, mas confesso que torço para que eles se acertem, meu amigo é louco pela loira.

Instantes depois, volto a deitar ao lado da minha namorada. Puxo Sakura para os meu braços e dou uma risadinha de seu pequeno protesto, mas logo nós dois estamos presos no mundo dos sonhos novamente.

Sonho com uma plantação de morangos.

-

Às oito e meia, desperto novamente com Sakura tentando se esquivar de meus braços enquanto resmunga palavras que deixariam um camioneiro corado. Finjo que ainda estou dormindo e aperto mais os braços ao redor de sua cintura. 

“Ô cacete! Eu preciso mijar!” Sakura murmura em leve desespero.

Tento muito continuar com a minha farsa, mas esse comentário me pega completamente desprevenido e eu começo a gargalhar. 

“Você tava acordado esse tempo todo, seu filho da puta!”

Agora que eu vou rir mesmo, a raiva dela é muito engraçada. Realmente, tem coisas que não mudam e eu sempre vou gostar de deixar essa garota irritada. Ela tem um charme completamente irresistível quando fica assim, algo a ver com as bochechas ficarem vermelhas.

Solto seu corpo e ela dá um salto quase olímpico para fora dos lençóis, e voa em direção ao banheiro. Aproveito para espreguiçar meu corpo e sinto uma pontada nas costelas, certeza que estou todo roxo. Levanto e caminho até minha escrivaninha, como contusões e hematomas são bem comuns na vida de um atleta, mantenho na primeira gaveta uma pomada para dor e alguns remédios. 

Enquanto termino de massagear de leve a área dolorida com as mãos, minha namorada aparece com os dentes escovados e secando o rosto com uma toalhinha de rosto. 

“Tá doendo muito?”

“Não se preocupe. Já estou acostumado com a sensação.” Dou um sorriso tranquilizador.

“Sei que está acostumado, mas isso não quer dizer que não vou me preocupar. Eu gosto muito de você para ignorar quando está com dor.”

Meu coração dá um pequeno salto e posso sentir um calor espalhando por todo o meu corpo. 

“Sabe” falo, enquanto ela se aproxima. “Você não pode falar essas coisas para mim e achar que não vou fazer nada com isso!”

“Bem, contanto que não passe de um beijo, tudo bem!”

Amigos por conveniência - SasuSakuOnde histórias criam vida. Descubra agora