Capitulo III

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Ignorar a Clar estava sendo cada vez mais difícil, parecíamos dois estranhos a não ser pelo fato de dividirmos a mesma casa, todos os dias ela saia com um cara diferente e isso me deixava com muita raiva, talvez morar aqui não tenha sido a melhor coisa a se fazer, mais já era tarde de mais para voltar atrás, minha barriga deu algumas voltas, já fazia horas que eu não comia nada, comi qualquer coisa e sair um pouco para desparecer.

***

As pessoas na balada dançavam frenéticas, as batidas das músicas eram contagiantes, entrei no clima até duas mãos me empurrarem para um dos cantos.
- Oque você está fazendo aqui? - A Clar era a última pessoa que eu queria encontrar ali, ela estava bêbada e parecia uma vadia, por alguns instantes sentir nojo dela mas ainda assim eu a amava.
- Isso. - Falei e puxei uma garota qualquer, comecei a beija-la, era um beijo gostoso e demorado, minhas mãos percorreram todo o seu corpo, puxei ela para mais perto de mim, e a levei para longe dali.
- Porque fiz isso? - Para fazer ciumes a Clar, não sei se tinha funcionado, mais não custava nada tentar, despachei a garota que havia ficado e fui para casa, tomei um banho quente afim de me livrar dos problemas, mais não adiantou.
Decidi deitar um pouco, talvez amanhã o dia fosse um pouco melhor.
Acordei com as luzes das janelas invadindo meu quarto, olhei para o relógio e já eram meio dia, alguém abre a porta, era a Clar, ela estava linda, apenas com uma camiseta branca que destacava seus seios, sua calcinha era totalmente visível, meu amiguinho resolveu acordar me deixando com um pouco de vergonha.
- Você se afastou de mim. - ela falou subindo sensualmente em cima de mim, meu membro começa a aperta dentro da cueca e eu libero um pouco de lubrificante, ela estava me deixando louco. - É bom saber que te deixo molhado.
Ela falou massageando meu membro coberto pela box.
- Clarisse para por favor, já cansei de ser seu brinquedinho, eu te trouxe para cá para sermos felizes eu cuidar de você, te tirar do perigo, mais parece que tudo foi em vão, a cada dia que passa você fica parecendo mais uma vadia, não estou te reconhecendo, Cade aquela menininha meiga que só pensava em estudar para agradar a mamãe? - Falei e ela começou a chorar, talvez eu tinha sido muito grosso com ela, falei sem pensar, ela saiu do quarto correndo, me arrependi amargamente de ter dito aquelas palavras.

***
Já era tarde, cinco horas da manhã e ela não voltara para casa, uma chuva muito forte havia começado, eu já estava ficando preocupado, liguei para o seu telefone, chamou e chamou mais ninguém atendeu, eu já estava desesperado, peguei minha capa e sai a procura dela na chuva, fui nas boates mais conhecidas da região e nem sinal dela, ela já devia está em casa a essa hora.
Entro em algumas ruas e acabo me perdendo, o local onde eu me encontrava, estava ficando esquisito, havia alguns barulhos estranhos e eu já estava ficando com medo, entro em um pequeno beco entre duas casas e avisto alguma coisa de longe, a chuva tinha diminuído um pouco oque facilitava minha busca, quando me aproximo vejo o corpo de alguém, e sim era o dela, ela usara a mesma blusa branca com decote e suas vestes pareciam rasgadas, eu não acreditei, comecei a chorar desesperadamente, quem diria que meu último contato com ela seria em uma briga, eu fiz de tudo para protegê-la tirando-a de lá e no fim não mudou nada, eu não sei oque seria da minha vida sem ela.

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