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Acordei sentindo o Pedro me sacudir, resmunguei um palavrão quase inaudível mas não foi o suficiente para ele parar.

   - Acorda Giovanna. - falou me sacudindo mais um pouco.

   - Para caralho, deixa eu dormir que inferno. - xinguei cobrindo minha cabeça com a coberta.

   - Vamo embora garota, vai querer morar aí é. - puxou a coberta.

   - Porra mano, que horas são? - perguntei ainda de olhos fechados.

   - 20:40 levanta vai, pessoal já tá se trocando. - comentou guardando o perfume na mochila.

   - Misericórdia eu apaguei. - murmurei me levantando. - parou de chover faz tempo??

   - Faz um tempinho já. - respondeu pegando o celular. - vamo te esperar lá embaixo, vai no meu carro ou no da Clara?

   - Vai ficar me atormentando ?? - vi ele negar com a cabeça. - então eu vou no seu.

   - Tá bom. - ouvi ele dizer enquanto eu saia do do quarto.

Prendi meu cabelo em um coque frouxo e joguei uma água no rosto, guardei meu carregador na mochila e conferi mais uma vez se tava tudo certo antes de descer.

Caminhei até a garagem vendo o pessoal guardar as coisas no porta malas dos carros.

Guardei minha mochila no carro do Pedro e fiquei sentada esperando eles terminaram de arrumar os carros.

Entrei no carro no banco do carona e o Pedro deu partida sendo seguido pela Clara.

Fomos conversando sobre alguns assuntos da faculdade e programando a nossa semana.

Começou a cair uma garoa fraquinha, aumentei um pouco o som do carro curtindo o pagode que tocava.

Pensei em fazer algumas tatuagens novas, comecei a imaginar quais delas ficariam boas em mim.

Peguei o meu celular e organizei minha semana, lembrei que teria que ir na consecionaria amanhã para comprar meu carro.

Abri o site da loja vendo que havia alguns pedidos para serem entregues, amanhã eu iria no correio mandar para envio.

O trajeto de volta não estava com trânsito devido a chuva que havia caído mais cedo.

A Lari acabou cochilando e os meninos começam a conversar sobre futebol, até gosto de conversar sobre, mas naquela hora o assunto me deu sono.

Dormi ouvindo o barulho da chuva que caia no teto do carro, sonhei que estava rica nas ilhas maldivas.

Acordei um tempo depois com um pouco de dor no pescoço conferindo a hora vendo que já havia dormido por quase uma hora e meia.

   - Da onde vem tanto sono fia? Mal acordou e já dormiu de novo. - o Pedro comentou olhando a estrada.

   - Não consigo resistir ao sono com essa chuvinha. - falei me encostando no banco novamente.

   - Deu pra perceber, queria tá é dormindo com essa chuva. - reclamou ele.

   - Peu você tem quantas tatuagens???- perguntei olhando as tatuagens dele.

   - Acho que umas 24. - respondem indiferente - tô querendo fazer mais algumas, e você tem quantas?

   - Também to querendo fazer algumas, seu tatuador é confiável?? Tenho só 8. - respondi- são pequenas então, alguns desenhos aleatórios.

   - Po o Cadu é um tatuador maneiro, se quiser eu te levo lá, o bixao é chave com as agulhas - comentou respondendo minha pergunta

   - Ele é careiro?? Não tô afim de pagar um rim pra ficar tatuada. - falei vendo ele negar com a cabeça.

   - Ele sempre tem esses bagulho de promoção e desconto pra novos clientes e se for indicação minha capaz de você conseguir fazer de graça. - falou e ainda olhando a estrada.

   - Pois muito que bem, pode me levar, vamos marcar um dia pra ir. - falei pegando meu celular e anotando na agenda.

Fomos conversando sobre tatuagens e o Pedro me deu algumas ideias para fazer já que eu ainda estava indecisa.

O Léo e a Lari acordaram e começamos a conversar sobre alguns assuntos aleatórios.

Não demorou muito para chegarmos às ruas de São Paulo, Pedro deixou a Lari na casa dela primeiro.

A Cecí veio para o carro do Pedro e o Léo foi pro carro da Clara, ela ficou de levar os meninos embora.

O Pedro dirigiu até o meu apartamento, peguei minha mochila e a da Cecí e desci do carro agradecendo o mesmo.

Ouvi o carro dar partida assim que fechei o portão, dei boa noite pro seu Emerson e segui em direção ao elevador.

Destranquei a porta de casa me lembrando que tenho que comprar uma fechadura eletrônica.

Entrei em casa colocando meu celular pra carregar e indo tomar um banho. A Cecí pediu um lanche pra comermos já que nenhuma de nós estávamos com vontade de cozinhar.

Tomei um banho demorado, lavando meu cabelo 2 vezes e hidratando o mesmo.

Passei um hidratante no corpo e vesti meu roupão, sequei meu cabelo com secador só pra não dormir com ele molhado.

Sai do banheiro e caminhei até a sala vendo que a Cecí já havia tomado seu banho também.

O interfone tocou e o Emerson havisou que o motoboy estava lá embaixo, a Cecí pegou o cartão e foi pegar os lanches.

A companhia tocou e eu fui abri a porta dando de cara com a Sara me olhando com cara de nojo

   - Oi Sabrina, posso te ajudar em alguma coisa? - perguntei vendo ela fechar a cara.

   - Olha só, vou te falar uma vez só, ve se fica longe do Pedro. - falou apontando o dedo na minha cara.

   - Como é garota? - fiz a sonsa. - olha eu acho bom você abaixar esse dedo podre seu pra falar comigo.

   - É isso mesmo que você entendeu, fica longe do Pedro, ele namora comigo garota, não me faça falar com você denovo. - falou e saiu rebolando.

Fechei a porta rindo da vergonha que essa feia passou. Mandei mensagem pro Pedro e bloqueei o celular vendo a Cecí entrar em casa

Contei pra ela oque acabou de acontecer e ela riu zoando a Sara.

Comemos os lanches e fui colocar as roupas de praia pra lavar na maquina. Peguei uma coberta e fiquei na sala assistindo filme com a Cecí.

Coloquei meu celular para despertar e fui dormir, dei boa noite pra Cecí e Caminhei até o quarto colocando meu celular pra carregar.

ENTRELAÇADOSOnde histórias criam vida. Descubra agora