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Passei a colher na panela pegando o resto do brigadeiro que sobrou. Caminhei com o prato de brigadeiro até a geladeira sendo seguida pelo olhar do Pedro.

Coloquei o prato no congelador e voltei perto do balcão para pegar a panela. Senti Pedro se aproximar me deixando entre a pia e o balcão.

- Vai demorar muito para gelar? - ele perguntou se aproximando mais.

- Não, daqui a pouco vai dar pra comer. - falei virando pra olhar para ele.

- Porra gi, se fica gatona com esse blusão em. - falou colocando as mãos na minha cintura.

- Ah eu sei cara, fico linda de qualquer jeito. - falei intercalando o olhar entre os olhos e a boca dele.

- Giovanna. - chamou me fazendo encarar os olhos dele.

- O que ?- murmurei vendo ele se aproximar mais.

- Tem certeza que não me quer? - falou sussurrando aproximando o rosto do meu.

- Cala boca Pedro. - falei selando nossos lábios.

O beijo começou calmo, levei minhas mãos até a nuca do Pedro que respondeu apertando a minha cintura com uma mão e envolvendo os meus cabelos na outra.

Ele pediu passagem e eu cedi intensificando o beijo, senti a mão do Pedro descer para minha bunda apertando a mesma me fazendo grudar mais nele.

Ficamos nos beijando até o ar se fazer presente, nos separamos mantendo as nossas testas coladas, recebi alguns selinhos e abri os olhos vendo o Pedro me encarar.

- Porra Gi, agora eu vou ser obrigado a ser seu namorado de verdade, só pra te beijar toda hora. - falou me fazendo rir e acariciar a nuca dele.

- A mãe manda bem em tudo que faz feião. - falei me gabando vendo ele rir e voltar a me beijar.

O beijo do Pedro era muito bom, tinha uma mistura de calmaria com intensidade e safadeza na medida certa.

Me soltei dele indo lavar a panela que eu havia usado. Senti o olhar dele sobre mim enquanto ele secava a louça.

Peguei meu celular e caminhei para sala sendo seguida por Pedro, me joguei no sofá e quase chorei de alívio. Minhas pernas estavam doendo e meu corpo estava cansado de tanto ficar em pé.

Estiquei meus pés sobre as pernas do Pedro que logo começou a fazer uma massagem maravilhosa.

Coloquei uma música para tocar, comecei a cantar a música baixinho seguindo a melodia.

- Poxa, amanhã já vamos ter que voltar para a bagunça de SP. - falei me ajeitando no sofá abraçando uma almofada.

- Po nem me fale. - falou coçando a cabeça. - vou pegar o brigadeiro.

- Trás água gelada também, por favor Peu.- pedi vendo ele se levantar e ir para a cozinha.

- Isso aqui tá bom demais. - Falou voltando com uma colher na boca, segurando o prato e outra colher em uma mão e a garrafa na outra.

ENTRELAÇADOSOnde histórias criam vida. Descubra agora