Após perder a vida em um acidente, Rusone é transportado para um mundo de fantasia, cujo cenário é exatamente igual a um livro que ele leu tempos atrás. Sua alma imortal encontra uma maneira de voltar à vida, reencarnando no corpo de Demetri Queen...
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Já ouviu que toda a raposa é astuta?
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Ao despertar, uma sensação de opressão envolve meu corpo, uma estranha e incômoda presença que me faz questionar a realidade que me cerca. Com um movimento cuidadoso, abro os olhos e sou recebido por um cenário surpreendente: Zadiel, meu querido príncipe, repousa ali, envolto em um sono sereno. Seu semblante angelical é iluminado pela suave luz que invade o quarto, destacando cada detalhe de seu rosto, onde delicados fios de cabelo, como teias de ouro, se espalham de forma caprichosa. Cada respiração dele é uma melodia, e o quarto parece um refúgio de tranquilidade em meio ao turbilhão do mundo lá fora.
As asas de Zadiel, majestosas e avermelhadas como alabastro, estavam cuidadosamente retraídas, enquadrando nosso íntimo abraço. Seus braços firmes envolviam minha cintura com uma ternura que parecia transcender a própria realidade, como se todo o peso do mundo se dissolvesse naquele gesto.
Seu rosto era uma obra-prima da natureza, uma verdadeira sinfonia de traços perfeitamente harmoniosos. Cada ângulo e linha eram uma expressão da beleza em sua forma mais pura. Seus olhos, profundos como abismos, refletiam a serenidade de um lago espelhado em uma manhã tranquila. Seus lábios, suaves e convidativos, guardavam segredos de docura inigualável.
Sinto-me irresistivelmente atraído a explorar esse rosto escultural e, sem poder resistir, minha mão se eleva até sua bochecha, onde meu polegar começa a acariciar a pele como se deslizasse sobre a superfície de uma pétala de rosa, em um gesto de carinho e reverência diante daquela obra-prima da humanidade.
Um conflito interior se desenrolava dentro de mim, uma incerteza que me envolvia como uma teia de pensamentos confusos. Será que era errado permitir que meus sentimentos florescessem por ele? Eu não queria me tornar o vilão da história, aquele que cobiçava o protagonista, e ao mesmo tempo, ansiava por algo mais profundo, algo que transcendesse as trivialidades do desejo.