- Whirlwind -

336 40 99
                                        

- Vai, a vermelha! - diz Alessa do outro lado da tela do meu notebook.

- Não, a preta é melhor. - Estávamos discutindo sobre qual jaqueta eu deveria pôr, uma camisa quadriculada preta ou uma vermelha como sobreposição.

- Aaron, todo mundo sabe que a cor dos Veilmont é vermelho! E hoje a noite vai ser especial!

- Eu não sei se você sabe mas eu sou o Aaron, não o Castiel, e hoje eu quero preto! Além do mais eu não quero ir parecendo meu pai, não quero que mantenham mais essa expectativa em cima de mim, pra eu ser o "próximo Castiel".

- Hmmm, tá bom Conde Drácula, ser gótico trevoso. - Ela revira os olhos e eu rio. - Então o look já está definido, põe tudo junto pra eu avaliar melhor.

Faço o que ela diz, ponho em cima da cama tudo em sua devida ordem, e pego o notebook apontando a webcam pro local.

Era uma camisa branca comum, com a camisa quadriculada preta com detalhes brancos, e a calça jeans preta.

- Tá parecendo um adolescente rebelde, ou seja, seu pai.

Reviro os olhos.

- Infelizmente não dá pra desassociar você do seu pai, quando seu rosto é cagado e cuspido o dele, e queira ou não, tem a mesma personalidade insuportável.

- Se ele ouvir isso de você...

- Mas é sério, deixa o cabelo crescer e pinta de vermelho que BOOM! Castiel.

- É, mas apesar das aparências na personalidade e no físico, eu e ele somos bem diferentes, eu não quero ser um astro do rock, e eu não vou arrumar uma namorada pela qual eu vou ser louco. Eu não vou pintar o cabelo e eu se quer sei tocar guitarra.

- A bateria vale, eu acho.

- Se for nessa questão de ser parecido tá bom da senhorita ir pra roça e virar fazendeira. Se bem que isso não daria certo por que você é a própria vaca.

Ela ri e me mostra a língua.

- Eu sou totalmente o inverso do meu pai Aaron, não queira fazer comparações pra se sentir melhor.

- Puta, vagabunda, cachorra... - Sou interrompido com batidas na porta.

- Oi! - Digo olhando pra lá esperando saber quem interrompia minha Bíblia de xingamentos contra a vagabunda da Alessa.

- Filho, sou eu, para de xingar e vai se arrumar de vez! - Era o motivo dos meus pesadelos.

- Não se preocupa Castiel, ele já vai se arrumar e vai bem bonitão não se preocupe eu cuido disso! - Diz Alessa gritando suficiente pra meu pai ouvir pelo volume do meu notebook.

- Conto com você! - Ele diz alto e sai rindo.

- Depois do tio Alexy, seu pai é meu coroa favorito. E ainda continua gato e conservado.

- Tá bom. - Fecho o notebook na cara dela desligando a ligação. Rio um pouco, por que apesar de insuportável ela ainda é a melhor amiga do mundo, mas ela não vai ter o gostinho de ouvir isso da minha boca...

❤️💛

Já estava chegando em direção a casa da tia Rosa, uma casa grande na beira do mar, eu amo a casa dela.

Saio do carro, e respiro fundo, com medo do que essa noite nos reservaria, é a primeira vez que a gente se reúne assim desde que eu percebi que eu gostava de garotos, e do Nick.

Minha mãe foi na frente e já escuto os gritos do tio Alexy e Rosa, ao se abraçarem com a mamãe. A amizade deles é bonita, já dura desde o ensino médio.

Old stories, New lovers Histórias para pegar e não largar. Descubra agora