"Dios mio que hermoso hombre."
Em um fatídico dia de merda para Gabriela, o que mais a surpreendeu não foi o homem que ela deixou paraplégico, e que também colocou na cadeia, conseguir liberdade, mas sim conhecer Bryan, um ousado homem que se atreve...
Incessantes lágrimas escorriam pelo meu rosto e eu não conseguia faze-las parar de cair. A única coisa que eu posso fazer, é esperar passar.
Mais um dia sentindo um aperto em meu peito, quase sentia uma dor física. Novamente, uma angústia toma conta do meu corpo.
Meus fantasmas nunca foram embora.
Já tentei voltar a dormir. Não conseguia mais.
Minha alma estava vazia... Sempre esteve.
Estou presa a cicatrizes profundas, presa a um resultado de escolhas de outras pessoas, presa ao medo de tudo.
Eu sei que as coisas nunca dão certo, mas eu não consigo, não posso me acostumar a isso.
Meus sentimentos estão ultrapassando minhas vontades já há algum tempo. E, esses sentimentos não são nada bons
Queria ser uma pessoa que soubesse lidar com essas coisas, mas eu não sei.
Na verdade, eu não sei de nada, nunca.
Minhas estruturas foram abaladas e quebradas há muito tempo, e já faz parte de mim ser assim.
— Eu não aguento mais...
Queria ter tido sorte em algum momento.
Na verdade, queria não existir.
Sentimentos confusos sempre se agarram em mim.
Tento me recompor, ao ver que já eram 06:15.
Me levanto lentamente, limpo meu rosto e vou em direção ao banheiro.
Após jogar uma água gelada em meu corpo, me arrumo, e saio de casa sem ao menos qualquer tipo de coisa.
Precisava me distrair, já que não acordei bem.
Coloco meu melhor sorriso no rosto, e vou falando com algumas pessoas conhecidas ao longo do caminho.
Já algumas pessoas, passam por mim, me encarando como se eu fosse um ser de outro mundo, mas infelizmente eu já estava acostumada com isso.
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Horas e horas com a "cabeça no notebook", e não consegui fazer nada, não consigo me concentrar em nada.
Me levanto da cadeira estressada, passo as mãos pelo meu couro cabeludo, enquanto me encaro no espelho.
Desço minhas mãos até a cicatriz que estava em meu rosto. Não tive capacidade de cobrir ela hoje. Já não estava como antes, mas me incomodava muito.
— Amiga. Está tudo bem...?
Martha aparece silenciosamente em minha sala.
A encaro, quero contar as coisas que se passam em minha cabeça, mas sem coragem.
— Está sim, só um pouco cansada. Fui dormir tarde. Martha, eu vou ter que dar uma saída. Não vou demorar muito. Tome conta das coisas com as meninas pra mim, por favor.
Martha balança a cabeça em sinal de confirmação, e se retira.
Fecho meu notebook, pego minhas chaves e minha bolsa. Saio da minha sala, passando por alguns clientes.
Já fora da loja, consigo respirar com mais facilidade.
Meus pés automaticamente me levam até a praça, que ficava próxima minha casa.
Amo esse ambiente, aqui tem muitas árvores e flores. Muitos pássaros cantando. Alguns cachorros e seus donos.
Me sento em um banco, no qual eu sempre ficava. Ele é mais escondido, assim, sendo melhor para mim.
Abro minha bolsa, pegando Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e abrindo na última página que eu estava lendo.
Distraída entre as palavras do livro, acabei não notando uma pessoa muito próxima do banco.
— Por favor, faça barulho, qualquer barulho antes de se aproximar de mim. Estranho.
Volto meus olhos para o livro, sentindo Bryan encostar mais.
— Você deveria prestar mais atenção nas coisas em sua volta. – Fala quase resmungando.
— Estou lendo, narigudo.
Ele ri, antes de continuar.
— É assim que as pessoas correm perigo.
— Bom, você tem um ponto.
Fecho meu livro, dando atenção ao homem em minha frente.
— Está tudo bem? – Pergunta, se sentando ao meu lado.
Fiquei extasiada ao sentir o cheiro que emanava dele. Seu perfume era divino.
— Por que não estaria?
Me pego o observando. Realmente, um homem muito bonito. Seu rosto, com expressões fortes, era de se admirar.
— Você está diferente, muito diferente do dia em que eu a vi pela primeira vez.
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