Sistema de recompensa falho

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Vi meu corpo encolhido no chão frio, mãos e pés gelados suficiente para não serem mais esquentados...

S/n- dessa vez cheguei perto não foi?-Pergunto à ela que sempre aparece em momentos assim.

Ela poderia representar um clichê; para mim soava como uma mulher de uns 45 anos mais ou menos, com voz doce e apaziguadora. Ela é alta e magra, usa vestes dignas de um baile clássico mas também serviria bem para um funeral, saltos e luvas negras combinando com o seu véu rendado que tapava seus olhos. Seu batom era vermelho escândalo, marcante.

Poderia dizer que até somos velhas amigas...

-dessa vez sua música foi diferente, bem mais lamentosa e pungente

S/n- nunca confie numa drogada- sorri- sou a que sempre da alarme falso.- a olhei e vi compreensão em seus olhos- não se cansa de mim?

- eu venho quando sou chamada, você sabe que é o meu trabalho.

S/n- o que foi diferente dessa vez? Quantas vezes você veio pelo mesmo motivo? Porque não me da um beijo e me polpa disso?

- você é jovem ainda criança, ainda tem esperança...- suspirei fundo revirando os olhos, ela sempre diz isso...- não pense assim da morte e nem da vida querida- ela diz parecendo ter lido meus pensamentos- você merece paz, a paz condizente com seus esforços incansáveis pra encontrar significado na sua existência. - se aproximou do meu corpo no chão e tocou meu rosto com delicadeza- a paz está tão perto, olhe para isso, isso só te destrói por dentro e por fora...precisa se guardar para a paz, para quando o pesadelo acabar...

A morte abriu suas asas negras e num piscar de olhos sumiu.

E no mesmo piscar me encontrei no meu corpo, nos braços de Shikamaru.

Ele me apertava e me sacudia, sua boca gesticulava mas eu não entendia nada; estava zonza e sem forças; sem poder impedir me sinto adormecer novamente.

Quando abro os olhos novamente, percebo estar em uma cama quente com inúmeras cobertas em cima de mim. Me levanto e vejo Shikamaru entrando no quarto, no quarto dele. Tinha uma bandeja em suas mãos- que bom que acordou, trouxe para você

Olhei e era sopa. Me sentei, meu corpo todo doía, mesmo com frio tudo queimava- como conseguiu me achar?

Shikamaru- Ricardito apareceu no jardim...- se sentou na beirada da cama colocando a bandeja no meu colo- minha mãe disse que tem que comer algo quente, você passou muito frio- disse sem me encarar

S/n- obrigada...- agradeci e comecei a comer

Shikamaru- eu vi...eu vi as drogas s/n...- continuou sem me olhar então continuei comendo- ...pensei que pararia com isso...

S/n- eu também...

Shikamaru- s/n...porque não aceita ajuda? Se não quer a nossa, pode ser uma profissional...

S/n- eu não preciso de ajuda

Ele me olhou- sério? Já é a segunda vez que te achei quase morta...

Ficamos em silêncio. Ele me deixava sem palavras...ou era so o meu cansaço que não me deixava dizer nada.

Shikamaru- você tem os olhos tristes mais lindos que ja vi...

S/n- e-eu?

Ele sorriu nasalado-e tem outra aqui? - Engoli seco olhando pra sopa- vergonha não combina com você...

𝐒𝐨𝐧𝐨 𝐞 𝐂𝐨𝐜𝐚í𝐧𝐚- 𝐈𝐦𝐚𝐠𝐢𝐧𝐞 𝐒𝐡𝐢𝐤𝐚𝐦𝐚𝐫𝐮Onde histórias criam vida. Descubra agora