Capítulo 26 - Learn To The Consequences

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Marcela estacionou bruscamente em frente ao prédio de Marília, dando uma freada tão grande, que o barulho do pneu ecoou pela rua praticamente vazia. Tive que me segurar no painel do carro para não bater com a cabeça no vidro e se não fosse pela adrenalina ainda correndo viva nas minhas veias, com certeza eu estaria chorando pelo susto.

— Desculpe, Mai. Eu estou muito nervosa e feliz ao mesmo tempo! — ela disse, eufórica. — Anda, vai lá. Eu vou esperar aqui embaixo.

Seu sorriso estava tão grande que eu briguei comigo mesma por ter pensado em dar um esporro nela. Marcela era minha melhor amiga e estava ali para me ajudar; brigar com ela naquele momento seria o cúmulo da idiotice.

Sorri de volta e abri a porta, saindo do carro. Levantei a barra do vestido e andei rapidamente até o prédio de Marília, vendo os portões automáticos de ferro, trancados. Com a mão trêmula, apertei o botão do interfone e logo o porteiro apareceu. Ele me olhou com uma cara estranha, obviamente pensando o que diabos uma mulher vestida de noiva, estava fazendo ali.

— Oi, eu preciso muito, muito, falar com Marília Mendonça. Você pode me anunciar por favor? Meu nome é Maiara.

Ele me analisou mais um pouco e cada segundo pareceram horas. Porque ele estava demorando tanto?

— Me desculpe, mas a Senhora Mendonça não está. Ela saiu tem pouco tempo, faz menos de uma hora, na verdade.

Merda!

— Você sabe para onde ela foi?

— Mesmo se eu soubesse, Senhorita... Seria muito antiético da minha parte dar informações sobre a vida dos moradores. Mas, se a senhorita quiser, eu posso avisar a Senhora Mendonça que você procurou ela. Maiara, não é mesmo?

Marília não estava ali. Ela sabia muito bem que eu iria casar, sabia exatamente a hora em que entraria na Igreja, e, se ela não estava lá para me impedir, só havia um lugar onde ela poderia estar agora.

— Não será preciso. Muito obrigada pela informação.

Ofereci um sorriso simpático para o porteiro e dei meia volta, indo em direção ao carro. Marcela me olhou de um jeito estranho.

— O que houve? — perguntou, saindo do carro.

— Marília não está em casa.

— Que droga, caramba! Será que ela está com Luiza? Eu posso ligar para ela, se quiser...

— Não será preciso, Cela. Eu sei onde ela está e não vou esperar um segundo a mais para ir atrás dela. — falei, olhando diretamente para ela. — Você pode me emprestar seu carro? Eu... Quero fazer isso sozinha, agora. Consertar o meu erro sozinha.

Ela me olhou com uma expressão hesitante.

— Maiara... Você tem certeza?

— Absoluta. — respondi, assentindo. Andei até ela e a puxei para mim, abraçando-a com força. Sabia que poderia contar sempre com aquela doida, mas totalmente verdadeira. — Eu te amo, Marcela. Muito obrigada por tudo, por cada esporro, por cada palavra amiga, por cada conselho. Se estou aqui agora, é porque, em parte, você abriu os meus olhos.

— Não precisa agradecer. — murmurou, me abraçando de volta. — Eu sempre vou estar aqui para tudo. — quando se afastou, ergueu a chave do carro e colocou-a em minha mão. — Vai lá. Eu te desejo toda a sorte do mundo.

— Eu vou precisar mesmo. — murmurei, dando um sorriso triste.

Ela sorriu de volta antes de me abraçar mais uma vez e me empurrar em direção à porta do carro. Entrei em me acomodei no volante, dando mais um aceno para ela, antes de ligar o carro e dar partida.

Pornstar | Adapt. MaililaOnde histórias criam vida. Descubra agora