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Olivia Miller  on:

– OLIVIA, VEM AQUI – ouvi minha tia me gritando da sala.

– TÔ INDO – gritei de volta.

Desci as escadas e logo vejo Paul na porta junto com minha tia.

– Olha quem veio te ver, querida – ela fala com um sorriso.

Me deu vontade de rir quando olhei pra cara que ela fez, talvez ela ache que eu e Paul temos alguma coisa.

– Oi Paul– o cumprimentei risonha.

– Oi gatinha– assim que ele disse isso pude ver na cara dele que era de propósito.

– Vem! – o peguei pela mão e fomos pro meu quarto.

Quando entramos no meu quarto, Paul foi logo se jogando na cama.

– Assim você vai quebrar minha cama garoto! – disse brava e a única coisa que ele fez foi rir da minha cara– Idiota – revirei os olhos.

– Um dia você ainda vai ficar sem esses olhos, tá sempre revirando eles – disse e me deu uma travesseirada.

– Você não fez isso... é guerra que você quer?! Então é guerra que você vai ter – peguei um travesseiro que estava ao meu lado e joguei com toda a força na cara dele.

Logo após fazer isso uma longa guerra de travesseiros começou, acho que ficamos nisso uns 10 minutos até um de nós estender a bandeira branca.

– GANHEIII – Comemorei minha vitoria com uma dança engraçada e Paul se divertia com essa cena.

Aos poucos o riso foi sessando e um confortável silêncio reinou no local, ele me olhava profundamente, parecia estar em um conflito interno, assim que eu ouvi a sua voz já pude imaginar o que iria acontecer.

– Sabe, eu nunca fui tão amigo de alguém, além dos meninos é claro, como sou de você – ele começou a falar calmo.

– O que quer dizer com isso?– pergunto curiosa.

– Sinto que posso confiar em você, isso é estranho porque tudo aconteceu tão rápido, nossa amizade cresceu de um jeito tão rápido e incrível – continuou falando calmo.

– Realmente, nós nos conhecemos de uma hora pra outra– digo me lembrando do dia da praia.

– É... você apareceu do nada e se tornou minha melhor amiga, a pessoa com quem eu desabafo, reclamo e ganho puxões de orelha. – disse risonho.

Eu abri um sorriso sincero quando ouvi ele dizer isso, mas eu também percebi outra coisa, ele parecia querer compartilhar algo comigo e como a boa amiga que sou estaria ali para tudo que ele precisar.

– Paul, sabe que pode me contar tudo o que quiser, vou te ajudar em tudo que precisar– falei de um jeito acolhedor enquanto pegava em sua mão.

– Meu pai voltou ontem a noite pra casa, ele estava pior que nunca, o cheiro de álcool que vinha dele parecia 10 vezes mais forte do que a última vez– Paul começou a desabafar comigo, eu podia sentir a sua angústia, ele estava muito abatido mentalmente.

Eu já sabia um pouco sobre a fama do senhor Lahote, as fofocas correm soltas por aqui.

– Minha vida está tão ferrada, eu não sei o que fazer, Olivia... – continuou dizendo mas dessa vez com a cabeça baixa.

– Paul... vem cá – o puxei para um abraço apertado e afaguei seus cabelos.

Comecei a sentir minha blusa molhada, percebi ali que Paul estava chorando, era um choro silencioso, um choro de angústia e muito dor. Sabendo que aquele momento era delicado eu preferi esperar ele se acalmar. Quando percebi que ele já estava mais calmo eu ergui sua cabeça para assim poder olhar em seus olhos, assim que abri minha boca para falar algo meu celular começou a tocar.

–Pode atender baixinha– ele me diz com a voz embargada por conta do choro de minutos atrás.

A única coisa que fiz foi concordar com a cabeça.

– Oi Heitor – disse assim que atendi a ligação.

– Oi filha, só estou ligando para falar que estou a caminho de forks– ao ouvir aquilo meu corpo travou, a única coisa que fiz foi largar o celular fazendo o aparelho se chocar contra o chão.

Continua...

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658 palavras

Espero que tenham gostado
Até o próximo capítulo
Beijinhos



Eternity / JASPER HALE (PAUSADA)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora