[27] - Please, don't wake me up...

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Arizona's POV

Eu acordei com o Sol no meu rosto, por Deus quando foi que eu abri essa merda dessa cortina? Eu levanto muito a contra gosto, contemplo se o dia vale a o menos a pena e não.

Não vale.

Antes que eu pudesse me jogar de volta na cama e voltar a dormir, começo a escutar o som de música suave tocando pela casa, o que já era estranho, ficou mais estranho ainda quando senti o cheiro de bacon invadir o ar.

Puta merda, eu bebi ontem? Merda!

Ah que ótimo. Bebi, trouxe alguém pra cá e agora ela está fazendo café da manhã... e eu nem lembro de ter bebido quem dirá o nome da mulher.

Ai, Arizona, tu só arruma pra o teu!

Eu finalmente levanto, vou direto pra minha perna, a coloco e vou no banheiro de uma vez, tomo coragem e saio do meu quarto.

Antes que eu possa começar a inventar uma desculpa, eu reparo que aquela silhueta é muito mais que conhecida.

Move it, I move it
Move my body like it is a pot
Tutti Frutti, is all that got (hey)
Counter-clockwise, I'm mixin' it up.

Calliope dança enquanto cozinha, eu estou mais que confusa, ela está com uma blusa minha que é grande até em mim, os cabelos presos em um coque muito mal feito e ela canta baixo junto com a música.

— Ca-Calliope? — Eu me atrevo, foi baixo e se ela não tivesse me olhado, teria a certeza de que falei baixo demais.

— Ah, Bela Adormecida, já? — Ela fala risonha, sorrindo aquele sorriso lindo e eu fico cada vez mais confusa.

— O que você tá fazendo? — Eu pergunto e ela me olha como se eu fosse um ET.

— O nosso café da manhã? — Ela fala como se fosse óbvio, olho ao redor. — Ela voltou a dormir, daqui a pouco seu grude acorda, me ajuda a terminar.

— Se você contar comigo agarrada em você por trás como ajuda, claro que te ajudo, amor. — Eu falo, era o que eu falava todas as vezes que ela pedia ajuda na cozinha.

Foi o que eu fiz, me agarrei nela e senti seu cheiro, seu calor, eu estava em casa finalmente, me encontrei novamente... balançavamos devagar ao som suave da nova música tocando ao fundo, enquanto ela mexe a massa de waffles, ela se inclina pra trás e eu a aperto um pouco mais ao meu corpo.

— Sabe, se ficarmos assim, esses waffles não vão sair tão cedo... — eu tenho meus olhos fechados, mas posso ouvir o sorriso em seus lábios.

— Não tem problema, ficar assim é o que eu mais quero. — Eu digo e é verdade mesmo, passei esse tempo todo com saudades dos abraços dela, de me sentir a salvo.

Ela apenas continua colocando a massa na máquina, esperando e colocando os waffles num prato grande, ela fez tudo isso e ouvimos um choro vindo do quarto, eu logo me endireito.

— Tô indo, mas queria continuar agarrada em você. — Fiz biquinho, mas fui feliz e sorrindo buscar nosso pacotinho. — Oi, meu amor. - Eu me aproximo e ela se apoia no berço, pulando e sorrindo agora.

Eu volto e noto que estava tudo posto na mesinha na sala, eu a olho, ela sabe que eu prefiro ajudar já que quem cozinha sempre é ela.

Ia colocar a Sofia no puff maior, mas assim que Sof viu a mãe começou a rir e estender os bracinhos até ela... Calliope a pega nos braços e elas ficam agarradinhas, Sofia deita em seus braços e o modo que Sof olha pra outra mãe é simplesmente mágico pra mim, eu só fico mais apaixonada pela minha família.

'Em Shots! [Calzona]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora