Cartas demais

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(N/A: Olá queridos. Postando o capítulo porque eu acho que estou abusando um pouco de vocês, então estou entregando este croissant para não me cobrarem mais.

Uma coisa que eu devo dizer porque eu sou o responsável por esta merda e sou a força menor no coletivo: há um apoiase aberto para poder financiar a escrita tanto minha quanto o do Max e do Koen, o novo participante deste meio abusador do trabalho humano chamado escrita. Sim, este canalha está usando o nome de um personagem meu para o pseudônimo e isto não me cativa, já que agora existem dois perfis no Twitter que usam o mesmo nome. De toda forma, o link está na minha bio. Se quiserem ajudar, está tudo lá.

Aproveitem o capítulo.

Obs.: Não tem música na Mídia porque não acho de bom tom para esta fic.)

A fuga da jiboia brasileira rendeu a Harry o seu castigo mais longo. Na altura em que lhe permitiram sair do sótão, as férias de verão já haviam começado e Duda já quebrara a nova filmadora, acidentara o aeromodelo e, na primeira vez que andara na bicicleta de corrida, derrubara a velha Sra. Figg quando ela atravessava a rua dos Alfeneiros de muletas.

Harry ficou contente que as aulas tivessem acabado, mas não conseguiu esconder o desprezo por Duda e sua turma de garotos sujos. Peter, Dênis, Malcolm e Górdon eram todos grandes e burros, mas como Duda era o maior e o mais burro do bando, era o líder. Os demais ficavam bastante felizes de participar do esporte favorito de Duda: perseguir Harry. Ele, é claro, não se incomodou nem um pouco de ter desejado que eles se machucassem na ladeira da Rua das Magnólias quando tentaram lhe perseguir.

Ele passou tanto tempo quanto possível perambulando por aí, pensando num pequeno alívio vindo no fim das férias. Quando setembro chegasse ele iria para a escola secundária e, pela primeira vez na vida, não estaria em companhia de Duda. Duda tinha uma vaga na antiga escola de tio Válter, Smeltings. Peter ia para lá também. Harry, por outro lado, ia para a escola secundária local. Duda achava muita graça nisso.

- Eles metem a cabeça dos garotos no vaso sanitário no primeiro dia de escola - contou ele a Harry -, quer ir lá em cima praticar?

- Não, obrigado - respondeu Harry. - O coitado do vaso nunca recebeu nada tão horrível quanto a sua cabeça, é capaz de passar mal. - E saiu de perto antes que Duda conseguisse entender o que dissera.

Certo dia de julho, tia Petúnia levou Duda a Londres para comprar o uniforme da Smeltings e deixou Harry com a Sra. Figg. A Sra. Figg não estava tão ruim quanto de costume. Afinal, fraturara a perna porque tropeçara em um dos gatos e não parecia gostar tanto deles quanto antes. Deixou Harry assistir à televisão e lhe deu um pedaço de bolo de chocolate que pelo gosto parecia ter muitos anos.

Naquela noite, Duda desfilou para a família reunida na sala de estar vestindo o uniforme novo da Smeltings. Os alunos da Smeltings usavam casaca marrom-avermelhada, calções cor de laranja e chapéus de palha. Carregavam também bengalas nodosas, que usavam para bater uns nos outros quando os professores não estavam olhando. Isto era considerado um bom treinamento para o futuro.

Ao contemplar Duda nos calções laranja novos, tio Válter disse com a voz embargada que aquele era o momento de maior orgulho em sua vida. Tia Petúnia rompeu em lágrimas e disse que não podia acreditar que era o seu Dudinha, estava tão bonito e adulto. Harry não confiou no que poderia dizer. Achou que duas de suas costelas talvez já tivessem partido só com o esforço para não rir daquela desculpa patética de coisa.

Havia um cheiro horrível na cozinha na manhã seguinte quando Harry entrou para o café da manhã. Parecia vir de uma grande tina de metal dentro da pia. Ele se aproximou para espiar. A tina aparentemente estava cheia de trapos sujos que boiavam em água cinzenta.

O MisantropoOnde histórias criam vida. Descubra agora